quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

"UMA SIMPLES PALHOÇA LÁ NA ROÇA"





Ouço a voz do rouxinol
Inicia-se um novo dia 
Novamente vem o brilho do sol
Surgindo o alvorecer em poesia

Lá da simples palhoça na roça
Ouço os pássaros a despertar 
Entoam lindas sinfonia 
Como a saudar o despertar do dia

O orvalho das flores a gotejar 
Da janela avista-se um brando regato 
Silencioso pelas pedras a deslizar 
Tão cristalino ver-se ao fundo como ao ar

Simples e aconchegante a solitária palhoça perdida na roça 
As brancas nuvens ao horizonte a decorar 
Pela manhã lá no quintal houve-se das aves o cacarejar 
O som lá na laranjeira é a majestade que põem-se a cantar

Uma simples palhoça cravada lá na roça 
A quem a chame de tapera ou velha palhoça 
O matuto lá da janela perde-se num só olhar
A simples vida da roça faz o caipira aliviado respirar 


                     Poeta do Nordeste 
                      A Voz do Sertão

                         

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