Ouço ao longe um canto sofrido
Vem lá da caatinga quantas lagrimas
É o nordeste e o canto de sua gente
Com toda amargura se pões a cantar
Ouça nordeste o canto sofrido de sua gente
Ausentou-se do sertão as chuvas
Ó meu Deus mande-nos chuva nem que seja um cadinho
Mas deixe que venha devagar bem devagarinho
A terra escaldante queima os pés descalços
Canta o nordestino este seu canto de dor
Seca esta a terra suplica por chuva humilde o plantador
Ó Deus alivia o sertanejo todos estes percalços
Nos açudes e caatingas vidas já não existem
O sol queima a pele do sertanejo
Que vencido roga aos céus que volte a molhar seu chão
Para que da terra volte a ver brotar um novo grão
Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão
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