Natureza vasta matas aos céus
Dormes ao berço das estrelas
Guardiã da lua do sol e do universo
Arvores trêmulas ditas em versos
Agiganta-se natureza de imutável beleza
Recorda-te que em límpida águas
Os céus de nuvens em candura
Iluminava-lhe um meigo e prateado luar
Perversamente tão maligno e insensível ser
Um corte louco e cego tal mente lhe submeteu
Arvores abaladas e trêmulas mortas por insanidade
A lua ou o sol suas claridades nada poderão lhe socorrer
Condenam-lhes os homens a morte
Pobre natureza indefesa exposta a própria sorte
Eis o sepulcral e enlouquecido machado golpes a desferir
Arvores trêmulas imoveis incapazes de resistir
Arvores trêmulas sangrando vem ao chão
Silenciosas vitimas de um crime sem perdão
Foram-se as vidas, os pássaros, e os doces regatos
Raivosa a natureza transtornada em sua ira o mundo apavora
Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão
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