sábado, 4 de fevereiro de 2017

"ARVORES TRÊMULAS"




Natureza vasta matas aos céus 
Dormes ao berço das estrelas 
Guardiã da lua do sol e do universo
Arvores trêmulas ditas em versos

Agiganta-se natureza de imutável beleza
Recorda-te que em límpida águas 
Os céus de nuvens em candura 
Iluminava-lhe um meigo e prateado luar

Perversamente tão maligno e insensível ser  
Um corte louco e cego tal mente lhe submeteu 
Arvores abaladas e trêmulas mortas por insanidade
A lua ou o sol suas claridades nada poderão lhe socorrer 

Condenam-lhes os homens a morte 
Pobre natureza indefesa exposta a própria sorte
Eis o sepulcral e enlouquecido machado golpes a desferir
Arvores trêmulas imoveis incapazes de resistir 

Arvores trêmulas sangrando vem ao chão  
Silenciosas vitimas de um crime sem perdão
Foram-se as vidas, os pássaros, e os doces regatos
Raivosa a natureza transtornada em sua ira o mundo apavora


                            Poeta do Nordeste
                              A Voz do Sertão

                                 

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