segunda-feira, 26 de novembro de 2018

"NÃO TEMOS TEMPO PARA SER INFELIZ"

Quantas luas eu contei 
Em busca de um amor naveguei
Um destino escrito a giz 
Não temos tempo para ser infeliz

Amar e ser amado 
É tudo que da vida eu quis 
Ter você como havia sonhado 
Mas no amor sou mero aprendiz 

Por quantos luares 
Os sonhos um cantinho da gente
Ao universo quantos olhares 
E sorrisos quando se esta contente

Quem sabe entre as estrelas nos ver  
Não temos tempo à perder 
Deixe que o amor venha nos envolver
Para que a vida possa nos absolver

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

"NATUREZA VIOLADA"

Ao longe ouve-se 
Lá do bosque vem estridentes gemidos
Tão sentidos prantos de dor 
E a arvore foi ao chão

Ouviram-se os soluços da natureza
As aves entristecidas negam se a cantar
Sentidos prantos de fundo penar 
Num rio de lagrimas 

As margens do ribeirão
Entristecido surge o por do sol
No transparente freático lençol 
Desperta a manhã e lhe falta o aroma da flor

O reluzente brilho da prata
A essência que emergia da mata 
A destruição do bosques
Contigo sepultaram o perfume das flores

A essência perdida 
Indefesa pobre natureza violada
Todos os sentidos se fazem em prantos
Gemidos, angustia ouvia-se por todos os cantos  

"O CANTO DE DESIGUALDADE"

Quem viu e não ouviu
O canto de dor 
A se espalhar pelo Brasil
De um povo humilde sofredor

No rosto as lagrimas 
De uma raça clamando igualdade
Nas rodas e capeiras
O um solitário canto por liberdade  

Um lamento triste pelo cerado ecoou
Pela quebra das correntes 
Somando-se aos inconfidentes
Lá da senzala ouvia-se gemidos de dor

Na luta por igualdade
Nasce o quilombo dos palmares
A resistência de Zumbi 
Ao longe se faz ouvir 

Da senzala ecoa ensurdecedor
Lamentos de um povo trabalhador
Agonia, soluços e temor
Quanta tristeza futuro desanimador

Mil oitocentos e oitenta e oito 
Quanto tempo já se passou, nada mudou
A cor da pele o futuro traçou 
Por um dia que a hipocrisia determinou

terça-feira, 20 de novembro de 2018

"LIBERDADE DA IMAGINAÇÃO"

E os sonhos vividos na escuridão
Liberdade, rebeldia, imaginação?
A escuridão da noite senhores da opressão 
Corredores manchados, lagrimas de sangue 

Um inofensivo tronco, o autoritarismo 
A submissão de um povo
E um regime insensato devastador 
Vozes que se multiplicam, olhar do ditador 

Sinto as teias envolvendo o corpo 
Lagrimas que banham envelhecido rosto
A liberdade intocável da imaginação
Sonhos destruídos antes do alvorecer 

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

"MARCADOS PELO DESALENTO"

Hoje não sinto mais
O que sentia a tempos atrás
O passado sentimento de outrora
E o amor que foi embora

Tantas as vozes a se levantar 
No jogo de amor se perde se ganha
Se bate na proporção que se apanha
Saudade é o peito a se lamentar 

Somos marcados pelo desalento 
Quantas são as lagrimas de abatimento
Nesta ausência de alento 
Abatido a demostrar esmorecimento 

Tem que ser agora ou tanto faz
Já não somos os mesmo de tempos atrás
E marcados pela crueldade do esquecimento
Quanto mal a ausência nos trás

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

"SAUDAÇÃO A NATUREZA"

Lá vem o sol nascendo elegante 
Com seus raios dourados saltitantes
Quanta beleza silenciosa natureza 
Nasce o sol com todo fulgor deslumbrante 

Na cadência do vento 
Desperta o sol 
Banhando de calor a natureza
Ah!!! de se ver quanta beleza

A primavera cobre a natureza de cor
Cantam os pássaros em harmonia 
É a floresta mais parece uma tela 
Declamada poesia ao paraíso multicor  

Surge o sol no horizonte 
Saudando a beleza da mãe natureza
Lá vem o sol com seu brilho deslumbrante 
Quantos passarinhos e flor quanta riqueza

Ah!!! Natureza que nem a vi partir 
Vejo a poesia se curvar em saudação
Em versos eternamente você à de existir
Lá vem o sol hoje mais triste em sua solidão

Lhe falta a natureza de colorido deslumbrante
É triste ver o sol sem as flores constrangedor
Quando aos campos voltar 
Nada mais haverá de perfumado para se lembrar 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

"E O DIA SE FOI, O POR DO SOL"

Hei!!!, olhe o sol
Com seu alaranjado véu
Mais um dia que se vai
Em movimentos lentos riscando o céu

E o dia se foi, e o por do sol
Lentamente por trás do horizonte 
O dia a noite se entregou

Olhe o sol!!!
Aos poucos foi perdendo a cor 
O dia pouco a pouco se vai
A noite se agiganta com todo seu fulgor

O sol perdeu seu brilho, o calor
A noite em sua magnitude o aconchegou
No silencio anunciado da solidão
O dia se perdeu na escuridão


               

"Pelos Campos Dos Belos Horizontes Que São Seus Olhos"

Ah!!! esta chuva se pétalas caindo
Mais parece a esperança chegando
Pedindo sorrindo desabrochando
Em flor se formando 

Pelos campos dos belos horizontes 
Que são seu olhos fitando os montes
É o sol aquecendo suas sementes 
Aos seus olhos de alcance distantes 

Em seus braços os desencantos afogarei
Em flor por seus campos ressurgirei
Com todo esplendor em seus olhos estarei
Pelos campos de seu corpo adormecerei 

Os campos de belos horizontes são seus olhos
Por sobre as flores plantarei meus sonhos 
E por toda magia de seus lábios 
A poesia se fez mulher abrigando seus encantos

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

"QUANDO EU TE ENCONTRAR"

O amor força invisível 
O brilho inconfundível no olhar
Este sentimento formidável 
O amor vem nos transformar

Quando eu te encontrar 
Vida e amor os sonhos a nos saciar
A ansiedade toma conta de mim
Para saciar esta saudade sem fim 

Este sentimento poderoso a dominar
Querendo de qualquer forma nos tocar
Nossa louca sede em nos amar 
Em nossos corpos este desejo se acalmar

Amor, pirei por ti me apaixonei 
Pra você este amor entreguei   
Para sempre este amor preservarei 
E para seu amor eu viverei 

"AMOR É FOGO QUE ARDE ALMA"

Este fogo que me queima 
Incendeia minh´alma
É chama que arde sem se ver
É paixão que faz o peito doer

Amor é fogo que arde alma
Sentimento que só prazer acalma
Fogo ardente que o corpo domina 
É chama, fagulha tocando a gasolina  

Paixão é como fogo ardente
Labareda que domina a alma da gente  
É um contentamento que por vezes faz doer
Amor é fogo que arde e nos faz viver


                  

domingo, 11 de novembro de 2018

"A POESIA" 11-11-18

O vento, o ar
A primavera, o luar
O sol e a luz, o brilho do dia
A poesia e sua magia

A poesia em seus versos à se difundir
As palavras da alma 
Um universo de fantasia e sonhos
A inspiração do poeta a nos conduzir

A poesia,os versos vem te esculpir
Felicidade, alegrias, encantos
Emoção,e lagrimas, nossos prantos 
A essência da alma em poesia

A poesia
Junção, a mente, alma, e coração
O brilho da lua como dia
A soma das palavras em conexão

A poesia, seus versos a harmonia
Na ligação da alma como estrelas à brilhar
Poesia magnitude de uma vida 

A beleza da poesia esta em mim, em você
Na fecundação dos versos, à mais nobre concepção
Esta imaculada em nós 
Em seus versos e nunca estamos sós

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

"QUANDO TE AMEI PELA PRIMEIRA VEZ"

Ah!!! Este seu corpo 
Curvas que me encanta, me fascina
Seus lábios me ensinam 
O jeito mais simples de amar 

Seus carinhos me levam a loucura
A primeira vez e você tão pura 
A juventude, sua inocência, inexperiência
Em meus braços você mulher

Seus sonhos o luar e as fantasias
Nesta viajem me deixo ser levado
Seu corpo meu paraíso encantado 
Em meus versos você é a poesia 

Meus lábios deslizam e se firmam 
Por seus carinhos me vejo enfeitiçado 
Me levo por sua magia
Por seu corpo infinita poesia 

"O RETIRANTE NORDESTINO"

Um rosto marcado com a dor
Sedento faminto trabalhador
Olhos perdidos em campos secos
Lagrimas lhe molham o rosto

A terra de chão ressequido 
Sertão pelo sofrimento marcado 
As dificuldades, um povo esquecido
Findaram-se a esperança é preciso ir embora 

Partiu entristecido o nordestino
A companha-lhe a fome desde menino
Ruma ao desconhecido 
Mais um excluído sem destino 

Um retirante nordestino sofredor
Em uma mala leva o que lhe restou
Segue em busca da sobrevivência 
Nas incertezas que o destino lhe reservou 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

"PONTO ESCURO POEMA DA EXCLUSÃO"

Passeando pelas ruas da cidade
Tão vazia carente de alegria
Quantos olhares fixos ao nada
Pobre cidade das adversidades
Ó cidade embrião da desigualdade 
Com tristeza por suas ruas caminhei 
Pensativo ao entorno olhei
Cidade desprovida de solidariedade 

Tão grande tu és 
O choque de realidade, crueldade
Quanta fome em suas praças e esquinas 
Quanta riqueza, quanto revés  

Um pobre menino catador de lixo
Volteado por tantos bichos 
Com fome pobre e indefeso menino
De cocoras consumia restos da sociedade

Gente que passa sem o notar 
Ontem eu senti vergonha de mim
E o pobre menino sem me olhar
Lagrimas nos olhos soluçava sem parar

Pobre menino o ponto escuro desta cidade
Uma vitima do sistema em sua pouca idade
Condenado não terá oportunidade
cadafalso e carrasco denominado sociedade

Como à um dragão e toda sua voracidade
O indefeso menino luta pela sobrevivência
Sobrevive contra toda adversidade
Dia à dia com bravura superando dificuldade 

Sem destino vaga o menino
Alheio a toda existência ao seu redor
Olhar fixo no horizonte 
Um cão acaricia-lhe as pequeninas mãos

terça-feira, 6 de novembro de 2018

"POR SEU CORPO"

Ah!!!, estes seus abraços 
O calor de seu corpo 
Seus lábios 
Como eu te desejei 

Por seu corpo
Passeiam minhas mãos
Deslizam sem direção
Sentindo seu acelerado coração

Por seu corpo
Me perco e me encontro
No mais sublime instante 
Em que leva ao paraíso

Perdido em seus braços
E no leito o prazer nossos amassos 
Ah!!!, Meu amor 
Quanto prazer à em seu sabor

"O CREPÚSCULO"

Destaca-se no horizonte 
Ingrime e pontiagudo rochedo
O alaranjado banha sua face
O tom cinza empoeirado anuncia anoite

Os campos e as montanhas 
O crepúsculo, um denso nevoeiro
Suspenso no ar 
Pintando de branco a natureza

O crepúsculo
Aproxima-se a noite quanta beleza
Recolhe-se aos poucos o sol cansado
Pra se entregar aos braços da lua

E neste crepúsculo 
Que pouco a pouco invade o dia
De negro se veste a noite com alegria
Embebecida de amor por toda magia

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

"POEMA AO ALVORECER"

O leito desarrumado 
Lençóis pelo chão
O sol desponta no horizonte
Despede-se a noite 

Rosas cheirosas 
Perfumam os campos
Onde estaremos nós?
Entregues aos sonhos de amor

De ti quero de tudo um pouco
Os toques de prazer louco 
E este poema ao alvorecer 
Nos faz em nossos lábios renascer

Me perco neste universo
São seus braços o meu mundo
Este seu pedaço de mim, neste verso
E nunca estamos sós.

domingo, 4 de novembro de 2018

"A ROSA DE SANGUE NA COR DA SAUDADE"

Esta saudade que não vai embora
Minha alma, verso embaralhado de agora
Aprendi saudade não tem tradução
É lamina invisível que fere o coração

A rosa de sangue na cor vermelha
O purpuro que a ti se assemelha 
Ah!!! Saudade palavra sem explicação 
Solitária esta a rosa no jardim da solidão

Saudade é uma louca vontade regressar
Minh´alma em verso em verso triste 
Teimosa  lagrima no olhar persiste
Alimentando o desejo de voltar 

Rosa de sangue na cor vermelha
As noites de sonho diverso
E tu lua dama solitária do universo
Em  luz e esperança brilha a jovem centelha

"SAUDADE PRIMAVERA DESFOLHADA"

Ah!!! Saudade, se eu soubesse
Quantas lembranças me entristece 
Longe de você o coração padece
É em ti que meu corpo rejuvenesce 

Ah!!! Saudade, quanta amargura 
Carrego neste peito cheio de magoa
Abriga-me lua de noite tão escura 
Veja meus olhos encharcados d´água

Ah!!!Saudade,meus ansiosos versos 
Que escrevo em noites de solidão
Saudade ouça-me apenas o que te peço 
Noite de luar errante acalma meu coração

Ah!!! Saudade primavera desfolhada 
Tão formosa noite de lua  imaculada 
Minha alma eternizada em poesia
Saudade, corpo em cova fria