quinta-feira, 27 de abril de 2017

"CADA FLOR TEM SEU PERFUME" Poema


Eis que te sinto a emergir 
Perfumada em sua impar essência matinal
Bela como as flores do campo em primavera
Em teus acolhedores braços um jardim à de florir  

Cada flor tem seu perfume 
Espalhando suas pétalas ao vento perfumar
Este seu perfume entorpece ao amor e faz sonhar
Beija-me flor com todo este este fervor  

Beija-me pois teus lábios rosados eleva-me ao vento
Suave é fragrância de seu perfume 
A brisa te absolve como a natureza inala ao ar 
Se perdendo pelos campos verdes do amor...

Minhas pupilas encantam-se com sua beleza
Teu rosto em forma de flor me acolhe ao paraíso 
A toda sua perfumada flor me entreguei 
Ah esta sede de paixão ardente implorando amor 

Cada flor tem seu perfume 
Tuas pétalas são como lábios na manhã se refrescar
Quando a troca de caricias vem ao peito incendiar 
Como lavas descendo a montanha com todo ardor


                        Poeta do Nordeste 
                         A Voz do Sertão

                       

terça-feira, 25 de abril de 2017

"O CANTO, A VOZ DA TERRA" Poema



Sinto-me em ti, seu aroma seu frescor,
Pela manhã a brisa a te banhar,
Este cheiro de terra molhada domina o ar,
Natureza que tão bela se fez,

Ter esperanças, aprender com a natureza
A ouvir o canto da terra ecoando no infinito
Como que a pedir socorro, sua dor em um grito 
O canto da terra, dizimada, despida sem pudor 

Ressoam aos quatro cantos 
Este seu estridente canto de dor 
Clama por seus filhos dizimados na raiz 
Aniquilaram sua fauna, e flora sufocaram poluirão sua face

Ter esperanças aprender a caminhar 
Ressecados grãos de poeira ao vento se faz ouvir 
Quando entendermos o sentido de tudo 
Haverá como admirar e preservar a cada existir  

O canto que vem da terra, imperceptível silencioso
Sinto em ti terra companheira que tudo produz 
Suas angustias e dores sem alguém lhe entender 
Que a vida emerge de você!!!


                          Poeta do Nordeste
                           A Voz do Sertão
                               
 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

"MEU PSICÓTICO SER" Poema


Apodera-se de mim
Profunda magoa tristeza sem fim
Tira-me a razão, toda beleza
Deixando-me abater com tanta tristeza,

Este meu psicótico ser
Surto silencioso que se apossa de mim
Me levando a vagar ao nada sem querer
Envolvido por intensa escuridão sem fim

Duradouros ou breves
O meu surto psicótico faz me delirar
Apodera-se de mim indesejada depressão
Um vácuo ocupa-me o coração

Por vezes estou tão feliz
Descontraído flutuando levemente a sorrir
Vejo-me por bosques e florestas
Entre passarinhos a procura de um ninho
Onde possa resgatar-me, em luz me encontrar

Estenda-me as tuas mãos
Sinto-me momentaneamente sem direção
Este meu fiel e persistente surto a me rondar
Deixando-me tão distante, ausente a vagar

Por quanto tempo mais na escuridão
Impassível meus sonhos irão permanecer
Preciso de mãos amigas solidarias 
Abraça-me preciso me reencontrar renascer

                 Poeta do Nordeste
                   A Voz do Sertão

                       

sábado, 8 de abril de 2017

"QUANDO AS LAGRIMAS" Soneto


O brilho de seus olhos perde o encanto
Quando olhos lhe banham teu rosto
Surgem em seu rosto marcas do desgosto
Lhe vejo cabisbaixo a soluçar em pranto

Esta sua incorrigível,louca e lasciva paixão
Levam-te ao prazer e lhe fazem chorar
Tal qual aos prantos da noite a se findar
Lembranças a se alimentar no pobre coração

Ao alvorecer brilhar no matutino horizonte
Surgira a luz a inundar o límpido orvalho
Quando as lagrimas brotar por insensível amante 

Serei eu, o sol a iluminar este inocente e belo olhar
Transformando-a em pétalas de rosa a luz do luar
Quando as lagrimas lhe banhar como as águas do mar