A lua margeia o infinito,
Em alto brilho protegida na escuridão
A noite abriga as estrelas
Deusas minusculas do universo
Flor de luz eterna, no campo da escuridão
Espalhada liberdade por me limitar
Frigido e nebuloso inverno
Primando-se por tal liberdade a te controlar
Por todo campo espalha-se escuridão
Delgado aço das cordas afinadas do preconceito
Luz que ilumina ao universo
Ainda que sacrifique o brilho da imensidão
Somos minusculas estrelas de brilhante pó,
Fagulhas iluminando a esperançosa flor
Raios que margeiam, brilho do infinito
Perdidas em noites despidas de mentes nua
Flor de luz eterna esperança que não se apaga
Lua que margeia o infinito, guardiã da noite
Traga luz aos mistérios da escuridão
Sacrifica-se o dedo, preservando-se a mão
Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão