segunda-feira, 26 de junho de 2017

"FLOR DE LUZ ETERNA" Poema



A lua margeia o infinito,
Em alto brilho protegida na escuridão
A noite abriga as estrelas
Deusas minusculas do universo 

Flor de luz eterna, no campo da escuridão
Espalhada liberdade por me limitar 
Frigido e nebuloso inverno 
Primando-se por tal liberdade a te controlar

Por todo campo espalha-se escuridão
Delgado aço das cordas afinadas do preconceito
Luz que ilumina ao universo
Ainda que sacrifique o brilho da imensidão 

Somos minusculas estrelas de brilhante pó,
Fagulhas iluminando a esperançosa flor
Raios que margeiam, brilho do infinito
Perdidas em noites despidas de mentes nua

Flor de luz eterna esperança que não se apaga
Lua que margeia o infinito, guardiã da noite 
Traga luz aos mistérios da escuridão
Sacrifica-se o dedo, preservando-se a mão


                   Poeta do Nordeste
                    A Voz do Sertão

                        

sexta-feira, 23 de junho de 2017

"A JANELA DA MINHA VIDA" Poema


Da janela de minha vida
Lá tão longe vejo a luz do luar
A noite as estrelas as ondas do mar
Vejo a lua pelo céu a desfilar 

A cada estrela que se move rumo ao horizonte
Noite colorida, caixa de lápis em uma só cor
Você que se fez em brisa me faz sonhar
Com seu gotejar no rosto a me despertar

Lá da janela de minha vida
Te observo enamorado a te desejar 
Você é o infinito, tão bela lua nas ondas do mar
Seu prateado banha o horizonte com esplendor

Da janela de minha vida
Ouço o grito dos pássaros ensandecidos a cantar
Ah lua acolha-me em teus braços, faça-me sonhar
O vento toca-me aos lábios me querendo beijar

Lua de infinito poder, seus raios ilumina a montanha
Da janela de minha vida 
Entorpecido com sua magnitude me coloco a sonhar
Seus raios banha o mar, e eu na janela a te esperar  



                        Poeta do Nordeste
                         A Voz do Sertão

                             

quarta-feira, 21 de junho de 2017

"CORAÇÃO FERIDO" Poema


Quem no amor acreditou
Trouxe consigo a primavera, a flor
E até a lua apaixonada sonhou 
E por amor envaidecida até chorou

Quem por inteira noite amou
Com seu canto a lagrima secou
Até o luar cheio de amor intensamente brilhou
A primavera voltou deixando mais feliz a flor

Até as nuvens malvadas da dor 
Passaram silenciosas como ao vento
Gotas de amor sereno que a noite deixou
Pelos caminhos da vida a paixão se espalhou  

A dor que machuca é a mesma que ensina
No amor, no sorriso ou na flor 
As lampadas lá fora se apagaram 
O coração ferido no amor ancorou 


                   Poeta do Nordeste 
                     A Voz do Sertão
                         

quinta-feira, 1 de junho de 2017

"AINDA É CEDO AMOR, MINHA QUERIDA" Soneto


Ouça-me amor, minha querida 
Nada esta definido o frio esta por vir
Ainda é cedo para anunciar seu partir
Embora sei que estejas resolvida 

O calor de suas mãos ainda esta em mim 
Querida minha pele ainda sente seu ardor
Para que partir, ainda é cedo amor
A em seu perfume a fragrância do jasmim 

Ainda é cedo o inverno nos faz resistir
Ouça-me querida esqueças a partida 
Para que aos nossos desejos reduzir 


O tempo ira passar e jamais voltara ao que és
Veja amor que o outono partiu mas ir voltar
E quem haverá de no inverno aquecer seus pés


                  Poeta do Nordeste
                   A Voz do Sertão