sexta-feira, 26 de maio de 2017

"POR ONDE ANDAM AS ANTIGAS POESIAS" Poema



Estes versos em delicadas reforma,
Desproporcionadas rimas a se erguer,
Sem alma falta-lhe espirito,
Tornando-se vazia sem conteúdo,

Estes versos descritos aos ventos ,
Um corpo despido de pouca acentuação,
Pois falta-lhe a necessária emenda bem regida   
Ouro sem brilho, um filho sem rosto,

Tornando-o impuro conteúdo então disforme, 
No reverso destes versos,oculta-se seus textos e contextos,
Quando toda frouxidade lhe conferir todo inocuidade, 
Ainda que por descuido ou inocência,

Perdem-se a força e todo furor que os elevaria,
Na ineficiência dos flexíveis versos,
Como descrever tamanha insignificância gramatical,
Na desvalorização de toda magia dos versos e poesia,

Todo encanto e graciosidade da poesia,
Aos poucos sem notarmos perde seu glamour,
Fecúndia magia em ti resgatara seu encanto,
Resgatando a graça e beleza que em seus versos havia

 Por onde andas,
Quanta graciosidade e rimas em teus versos havia,
Perdeu-se, onde dos sonhos desembarcou?
Por onde andam as antigas poesias!!! 
 
 
                        Poeta do Nordeste 
                         A Voz do Sertão
                            

segunda-feira, 22 de maio de 2017

"EU QUERO APENAS TE AMAR" Poema




Enquanto eu ouço uma musica
A vejo brincar a bailar entorno da lua
A musica é o amor, uma estrela em flor
Um arco iris, primavera em cor 

Eu quero apenas te amar
Tocar seu corpo sentir seu calor
As batidas compassadas de seu coração 
Ou acelerado ao sentir o toque de minha mão

Seus lábios estremassem ao tocar os meus 
Torna-me seu homem, deixe que seu amor
Todo o mundo em mim se a giganta 
Quando meu corpo se encontrar com o seu

Eu quero apenas sentir seu amor te amar,
Viver contigo, e segurando suas mãos passear ao luar 
Vamos nos amar o amor é linguagem universal 
Venha amor, darmos volta ao mundo num olhar

Ouça minha querida e amada flor   
No radio nossa musica a tocar 
Deixe que a luz do amor ilumine seu coração
Amor somos diretores do nosso espetalo livres a flutuar



                             Poeta do Nordeste 
                              A Voz do Sertão

                                 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

"LÁ FORA A CHUVA" Poema


Lá fora a chuva começa
Estamos sós somente eu e você
Lá fora a chuva pode nunca terminar
Feche seus olhos vamos nos amar

Na chuva gotas dos nossos sonhos
Respingam lhe e umedecem os pés
Somos como grãos de areia
Sobre as ondas a navegar  

Estamos a sós
Não diga nada apenas sinta minhas mãos
Talvez quem sabe esta chuva de amor a nos encharcar 
Em segredo só eu e você saberemos deste amor

Feche seus olhos amor e sonhe 
O sol ainda esta a brilhar 
E você quem sabe comigo venha a ficar
Talvez esta historia possa um dia começar 

                Poeta do Nordeste
                  A Voz do Sertão

                     

segunda-feira, 15 de maio de 2017

"DEIXE-ME EM SEU SONHO ACORDAR" Poema



Não estou pensando em nada
Porque haveria de pensar 
Deixe-me flutuar dormir e sonhar
Para quem sabe venha eu te encontrar

Tão agradável como o ar da madrugada 
Não estou em nada a pensar 
Apenas te quero em meu breve sonhar 
Para que o calor de seu corpo venha me acalmar

O contraste do sol, com o frescor da madrugada
Não estou pensando em nada o sono me dominou
Encontro-me em seu sonho 
Um doce refugio para te conquistar, te amar 

Deixe-me vagar por seus cabelos 
Seu corpo num sonho, volúpia contentamento 
Quanta loucura vaga por seu sonho atento
Conduza-me, sonhar é prazer contentamento

Deixe-me em seu sonho acordar 
O sonho é viver o fluxo e refluxo da intimidade 
Te quero em meus braços e em seu sono acordar
Dorme mulher e deixe-me vagar em seu belo sorrir



                            Poeta do Nordeste 
                             A Voz do Sertão

                             

sábado, 13 de maio de 2017

"O NEGRO" Poema


Navios negreiros cortam ondas
Por mares bravios a navegar
Entre o céu e mares negros a se escravizar
Um povo sob o signo da opressão

Seres humanos, a terra deixada pra traz 
O presente de povo a escravidão
Os sonhos de um futuro de liberdade 
Passado guardado nas lembranças 

O negro tão distante entristecido 
Vive cheio de esperanças 
O sono abordado no fundo do porão
Relegados a escravos um povo por traição 

Dos campos as senzalas, a terra o algodão
O tronco, a casa grande a escravidão
Chorava o negro implorando por sua libertação
Humilhado sangra o negro,preso ao grilhão

O negro canta a liberdade 
Cheio de esperança almejando a igualdade
Se vivo fosse Zumbi, também iria chorar 
O preconceito por nossas cidades a proliferar  

Depois de cento e vinte e nove anos de libertação
O negro das correntes se libertou
Um povo em seu dia a dia humilhado 
Ainda vive a covarde e silenciosa discriminação 


                    Poeta do Nordeste 
                     A Voz do Sertão
                      

"SUSPIROS POÉTICOS E SAUDADES" Poema



Assentados em minha alma 
Tantos quantos que se foram 
Deixando saudades na poesia e na memoria 
Suspiros e lembranças da historia 

Meditando, viajando por nobre imaginação
Por quantos preconceitos tiveram que passar
Suspiros poéticos e saudades quantos a ti blasfemar
Da vida, as poesias d´alma descrita ao coração

Assentado peregrino das letras, a sombra da inspiração
Que a campa do amigo chorou,prematura partida 
Verteu-se palavras homenagem em poesia 
Dando glamour a vida nos anais de sua historia

Partistes, grande poeta repudiando a escravidão
Prematuro, Castro Alves nobre poeta dos escravos 
Símbolo de um povo, a ti se curvam em gratidão
Exaltam a ti poetas de todas as gerações  



                    Poeta do Nordeste 
                     A Voz do Sertão

                         

"RAÍZES DA MISCIGENAÇÃO" Poema

"RAÍZES DA MISCIGENAÇÃO"
                 Poema


Sou filho de terras distantes
Lá o céu tem mais estrelas 
A lua tem mais brilho
Nas felizes noites de lua cheia 

Sou filho da miscigenação 
Neto de índios, ex escravos Brasileiro 
Minha terra tem palmeiras e a asa branca
assum preto nas noites com seu cantar

Sou filho lá do agreste 
Lá pras bandas das alagoas
Nascido em Palmeiras dos Índios 
Sou nordestino com muito amor

Sou nascido filho da miscigenação 
Minha mãe neta de escravos
Meu pai nascido neto de índio 
Nesta incompreensível mistura nasce a paixão 

Lá pras bandas das alagoas fincadas minhas raízes
Por acaso ou destino, Zumbi e muitos também viveram
Sou neto de Brasileiros puros, genuínos  
Tenho a negritude no sangue dos que me antecederam


                           Poeta do Nordeste
                            A Voz do Sertão

                                

quarta-feira, 3 de maio de 2017

"COMO ÁGUAS NO OCEANO" Poema


Assim como águas no oceano
A magia do amor o desejo dos amantes
Rosas vermelhas perfumam a noite 
Pétalas lhe cobrem o corpo 

Unindo nossos lábios em longo beijo
Sentir seus lábios o calor de nossas bocas
O calor de sua boca a me invadir 
Hoje ao despertar senti enorme vontade de você

Como em uma noite de estrelas meigo é o luar
Nasce uma canção, amor a razão do cantar
O amor dos amantes que pulsa dentro do peito 
Volúpia, desejos noites de carinhos e entregas 

O oceano e suas águas, as ondas incansáveis 
Cantam as garças em noite de luar
A nudez dos amantes entre as estrelas 
Estrelas brilham por seu corpo nas ondas do mar

                         Poeta do Nordeste
                           A Voz do Sertão

                               

terça-feira, 2 de maio de 2017

"OS TEUS OLHOS"Soneto

"OS TEUS OLHOS"
          Soneto


Apenas eu você e as ondas do amar
Nossa noite e sua enigmática quietude
O céu e seus mistérios ventos menos rude
As estrelas em companhia das noites de luar

Que se espalhem pétalas pelo universo
Aos carinhos da lua entregando-se ao mar
Planetas e estrelas se amando ao luar
Ao texto do mais nobre recitado verso

No luar, brilho que nunca morre
Em nosso universo desejos loucos a percorrer
Assim é o amor a flor de nosso viver 

Lapidar ao amor como a um diamante bruto
Os teus olhos são pétalas essência do luar
Ainda que distante da luz que flui no peito


                    Poeta do Nordeste 
                     A Voz do Sertão