sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

"CAMINHOS QUE SE CRUZAM"




Por caminhos paralelos  
Descendo por encostas tortuosas 
Dos elevados e altos montes 
Por onde a vista alcançar 

Pelos acasos dos desconhecidos
Assim como em sonhos 
Nas lutas diárias do intermitente  
Que assolam a mente 

Caminhos que se cruzam unindo destinos 
Tão fascinante e imprevisível é o futuro
A reservar encontros sem data ou hora marcada
Como um rio a caminho do mar 

Os caminhos imperfeitos da paixão
Na paralela comunhão unindo mente e coração
Tornam-se vertentes cristalinas o acaso dos versos
Como caminhos que se cruzam ao acaso do universo



                            Poeta do Nordeste
                             A Voz do Sertão
                                30-12-2016

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

"POEMA PARA O NOVO ANO"

"POEMA PARA O NOVO ANO"



Depois que passou o natal
Voltam-se as atenções 
Para o novo ano que não ira tardar
Brindes e abraços esperanças a se renovar

Para um novo ano 
Todas as atenções se voltou
As tristezas lagrimas e desenganos
Com o velho ano no passado ficou

Um poema para o ano novo 
Pensei em descrever em minha lembranças
Brindes e muitas felicidades e alegrias
E renovados votos de mudanças e esperanças  

Mais um novo ano se aproxima 
Sonhos e esperanças a se renovar
Novamente otimismo bailando ao ar
É a presença de um novo ano a nos impulsionar 



                     Poeta do Nordeste
                      A Voz do Sertão
                         

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

"NAS ASAS DA MAGIA E DO LUAR"





Nas asas da magia e do luar
Uma noite de entristecido sonhar
A lua bordada no céu
Deslumbrante solitária a brilhar

Uma noite de múltiplas estrelas
A amada banhando-se ao prateado luar
Em um sonho que se perdeu
Como o amor de Eurídice por Orfeu 

Nas asas da magia 
A lira do poeta em luto silencia-se
No desvario de sua obsessão
Penetra o poeta em profunda escuridão 

Nas asas da magia e do luar
O poeta pelo mundo a vagar
O mito de Orfeu por amor a perambular 
Descrito em poesia solitário a versar 

A impulsividade, a imprudência de um nobre amor
Um grande amor se dissolveu 
E poeta inconsolável em seu luto se perdeu



                    Poeta do Nordeste 
                      A Voz do Sertão
                          

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

"A LUA E O NATAL, MEU AMIGO VIRTUAL"

 



Quantas vezes parece-me solitária!
Lua de verão em noite de natal
Tais longe amigo, estando tão perto
Visualizarei-te frente a mim amigo virtual

Mundo virtual fantástico sem porteira
A lua e o sol real ou virtual
O imenso prazer de dividir meu natal com você
Lua dos poetas inspiração em poesias

Natal momento sublime celestial
Reflexão, harmonia lua dos segredos e magia
A lua e o natal meu amigo virtual
Quantos instantes escrevendo esta historia

Caminhos que se cruzam ao acaso ou destino
Barreiras que se quebram o antigo e moderno
Juntos interagindo neste mundo virtual
É a lua solitária a nos aproximar numa noite de natal

ESTE POEMA É DEDICADO A TODOS MEUS AMIGOS AOS QUAIS ME APOIAM E ME FAZEM CONTINUAR EM FRENTE VOCÊS SÃO A FORÇA INVISÍVEL QUE NÃO ME DEIXA RETROCEDER.


Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão
23-12-2016

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

"O BEIJA-FLOR LADRÃO DE AMOR"




Traga-me 
Beija-flor um amor
Conduza-me ao jardim em flor
Que se faça brilhar o luar

Oh beija-flor
Roubastes o meu amor 
E da primavera só lembranças ficou
Ah beija-flor devolva-me o brilho do sol

O horizonte se faz dourado 
Um novo dia nasce ao pé da serra
Os olhos umedecidos irrigando a terra
Chora o coração sem primavera

A natureza se mostra em nevoa 
Com brancos flocos em meio a floresta
Deitam-se ao regato 
Em cristalinas águas adormecer  

Flor do amor, que seduz ao beija-flor
Que voou só tristezas deixou
Partiu levando consigo o amor
Ah beija-flor, da primavera nem as pétalas restou


                         Poeta do Nordeste
                          A Voz do Sertão
                              

sábado, 17 de dezembro de 2016

"RASCUNHO D' MINH' ALMA"




Por entre a paz e o renascer
Do silencioso brilho o alvorecer 
O rascunho d´minh`alma a descrever
Flores perfumadas banham o amanhecer

Suave e lentamente vem a madrugada
Cheia de mistérios e caricias a nos envolver
Espreguiças exaustas no céu as estrelas 
Suavemente o sol  prestes a despertar

Abrem-se as portas do outono
Vestida de folhas mortas e arvores tortas
Douradas são as matas e seus cabelos   
Nobres fios como as arvores e suas raízes  
O rascunho d' minh' alma a descrever o tempo

Longínquo e perfumado mar de flores 
Venha minh' alma com tua essência banhar  
Deste novo alvorecer gotejando orvalho
No dia que vem nascer deixe-me sonhar...


                Poeta do Nordeste
                 A Voz do Sertão
                    

"LÍRIOS DO SERTÃO"




Lírios...Ah como são lindos
Os lírios dos campos do sertão
É chegada a primavera 
Lírios coloridos a enfeitar nosso chão

Lírios de todas as cores 
Desabrocham com suas essências 
A espalhar perfume pelo ar
São belos lírios para o agreste enfeitar

Lírios do sertão
Tão bela é a natureza 
Primavera de amores e beleza
Essências dignas de fina realeza

O sol desperta imponente no horizonte
Traz consigo sublimes sentimentos 
E o perfume dos lírios perfumando corações
Num desvario de prazeres e paixões

Lírios nativos nos campos dos sertões
A primavera com seus lírios perfumando grotões
Enebriado o colibri vem fecundar a flor
Nos campos dos lírios, e o poeta sonhador

Poetizando vem o poeta colhendo lírios no cerrado
A poesia rejuvenesce a alma premiando o amor
No vale dos lírios, pelo poeta sonhado
O sertão se faz em lírio do cerrado a mais linda flor


                        Poeta do Nordeste
                         A Voz do Sertão
                             

"POETA DO ANONIMATO"




Um poeta 
Desconhecido perdido na rua
Na mão um resto de lápis 
Em seu colo um pedaço de papel 

Um poeta solitário
Em uma esquina qualquer 
No anonimato sem chamar atenção
Um poeta enclausurado em sua solidão

O movimento das avenidas um poeta sem lar
Desgarrado da família vendo o tempo passar
Ocultas em sua memoria lapsos de sua historia 
Lagrimas em seu perdido olhar

Um poeta desconhecido
Relegado, acolhido nas esquinas do destino
Falta-lhe estudo, pouca cultura sol a pino
As margens da vida destroços entre versos e poesia



                       Poeta do Nordeste
                        A Voz do Sertão
                             16-12-2016 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

"ROSA BRANCA"




A solitária rosa branca
O teclado do piano sua companhia
O amanhecer do novo dia 
Minhas mão a tocar as suas 

Naquele momento e tão somente eu te amei
Te amei como a amo agora 
Nossos corpos nus a nevoa da manhã
Nos amando no surrado divã 

A solitária rosa branca silenciosa a nos observar
O piano como testemunha a lhe amparar
Nossos corpos, nossos beijos internas chamas 
Queimando interior de nossa carne por amar

Na conjugação mais simples do amor
Como a primavera deslumbra a pequena flor
O corpo estremece ao se entregar a paixão
Quebrando todas as regras desrespeitando a razão



                     Poeta do Nordeste
                       A Voz do Sertão
                          

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A Liberdade de Estar Preso ao Seu Prazer




O amor é mesmo assim
É fogo que arde no peito
Uma chama que arde 
Ferida prazerosa que corroí 

É contentamento do corpo 
Prazer que nos acalma
É um não querer 
Loucuras ao se possuir

Sua metade em minha metade
É um ganhar sem se perder
São toques precisos de puro prazer

É ter gosto ardor que mata vencedor
É querer ser livre, preso em seu querer
É causar fulgor em corpo incandescente  
É fogo que arde, e queima meu corpo em você

Servir-te-ei prazer em taça de cristal
O amor é fogo que arde no peito
Mas com delicadas e meigas caricias 
E te servir com glorias de vencedor celestial

A liberdade de estar preso ao seu prazer
Sentir meu intimo em seu intimo louco arder
Entrego-me derrotado e vencedor em seu insano prazer
Derrotar-te-ei em loucuras para ver-te adormecer 



                      Poeta do Nordeste

                        A Voz do Sertão

"AS BORBOLETAS"




As borboletas são dos insetos, os mais admirados
Com suas asas coloridas passam os dias a voar
De jardim em jardim, pairando sobre as flores
Na primavera a desabrochar passeiam pelo ar

As folhas gotejam lagrimas de orvalho
Que irão no chão se abrigar
As borboletas bailam por entre as flores
Em sua seiva a se deliciar

Brincam o dia inteiro
Parecem não se cansar
Beijando as rosas que perfumam a natureza
Se confundem com as folhas com seu tom multicor

Na floresta as borboletas vivem livres
A voar pousando sobre os galhos
Para com a flor flertar, e sua rotina retomar
Pois a vida das borboletas é voar, voar, voar...

Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão

"LUA DE ONDAS AZUIS E POESIA"



Lua dos desejos carinhos em alto relevo
Tocas o mar ansiando lhe beijar
Lua de inspiração se faz luz em poesia
O mar se faz tão belo com brilhar

Lua dama mulher o mar a seus pés
Tocam-lhe as águas com sua nudez a te banhar
Prateada é sua luz sobre as águas a reluzir
Luar de inspiração e desejos seus lábios nas águas a se esculpir

O mar de imenso azul rende-se a sua beleza
Para de sua águas tornar-lhe sua dama, realeza
Lua inspiração de loucos desejos e poesia 
O universo de belos versos te revela em audaciosa magia

O amor entre o mar e a lua de ondas azuis
O mar bate na areia vem pra lua se declarar
Brilha no céu lua prateada em sua onda de poesia
Tão belo é seu azul estonteante luar...

                     Poeta do Nordeste
                       A Voz do Sertão

                           15-12-2016

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Canção do exílio



Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em  cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar �sozinho, à noite�
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.  
Homenagem a Gonçalves Dias 
postado por Poeta do Nordeste
14-12-2016

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

"BÁRBARAS LEMBRANÇAS DO CÁRCERE"



Onde, ou por onde caminhar 
Ao cárcere de almas solitárias 
Encarcerado privaram-lhe liberdade
Ceifaram-lhe a honra a verdade

Aos que temem a verdade 
O cárcere de longo anos de sofrimento 
Preteridas foram as leis por leviandade  
Mas aos homens direitos e defesa por dignidade

Aos lábios, cálices em brindes de veneno
Erguidos ao vento por transpor insuportável dor
Soma-se o desterro e a expulsão da ética e da razão  
Simples por humildade aos tormentos e saudades

O abatimento da alma por cárcere se privar 
Quem assim quiser por injustas calunias o cálice bebericar 
Bárbaros, tolos, abatidos em tormentos  
A presenta-se a uns bela mãe, a outros se faz madrastas a julgar


                            Poeta do Nordeste
                              A Voz do Sertão
                                   13-12-2016