terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"LANÇA-SE AO DESCONHECIDO O HUMILDE SERTANEJO"




Adeus meus amores, adeus minha terra
Aqui a chuva não volta mais
A quanto já não chove, tempo faz?
É chegada a hora é preciso partir

Este pobre retirante 
Roupas velhas surradas sandálias as pés 
No ombro um saco e uma esteira pra dormir
O triste momento tristeza ao se despedir

Os filhos com lagrimas nos olhos 
O retirante abraçado a esposa a chorar
Ó meu Deus para que tanta ingratidão
Com esta honesto povo do sertão

Adeus minha terra é chegada a hora de partir
Mas como senhor da família me despedir
Ah senhor para que tento sofrimento 
Porque meu senhor tão longe irei buscar o sustento

E assim partiu o retirante 
Ao desconhecido se lançou na busca de trabalho
Que lhe possa permitir alimento aos seus enviar
Valente lá vai ele sem ao menos saber pra onde

Adeus minha terra,o retirante lagrimas as partiu
Abraçada aos filhos a esposa entristecida a lastimar 
Ânsia pela volta do marido que acaba de partir
A distância sem a poder ouvir 

Lá se foi mais humilde nordestino pobre retirante
A seca lhe castiga o chão, não brota um só grão
Ó senhor sem chuva até parece que nos abandonou
Sofrendo aqui estou do meu amor tão distante 

Mais um nordestino, sem saber pra onde partiu
A cruel falta de chuva assim o permitiu 
Meu Deus porque permitir seu filho em desespero partir
Senhor nos de a graça da chuva para o sertanejo voltar a sorrir

                          Poeta do Nordeste 
                            A Voz do Sertão

                                

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