sábado, 11 de fevereiro de 2017

"DURA REALIDADE"



Seca uma dura realidade
Fome, miséria e morte  
Triste vida sem esperanças 
Chuva e sol magoas recordações

Quantas lembranças trago na gibreira  
Andando pelos sertões 
Por quantas terras eu caminhei 
Só com lagrimas e lamentos deparei

Lagrimas de um povo sofrido
O chão arde como brasas de carvão
Em um mar de terra seca 
Poeira se levanta impulsionada ao vento

Inverno e verão atormentando pobres cristãos 
A muito partiu-se a alegria a vontade sorrir 
Vida de nordestino roteiro de sofrimento 
Partiu-se a esperança só saudades restou no coração

Por onde andei 
Só encontrei sofrimento e dor 
Numa terra seca não brota sequer um grão
Quanto tormento o sertanejo haverá de suportar  



                     Poeta do Nordeste
                       A Voz do Sertão

                           

Nenhum comentário:

Postar um comentário