quarta-feira, 31 de outubro de 2018

"DESEJOS DE UM AMA-DOR"

Queria ser um poeta
Em meus versos ser um profeta
Para meus versos te oferecer
E no acaso da vida lhe envolver

Fosse eu um poeta 
A ti poemas de amor iria declamar
Com tantos desencontros pela vida
Tão belo é o seu ressonar 

Em meus sonhos com você me deparei
Você é o mais lindo sonho que sonhei 
Nada é por acaso e te encontrei
Sabedor que sou, em teus sonhos estarei

Este louco desejo de um ama-dor
Um poeta com o peito cheio de amor
Numa noite de lua o brilho das estrelas
E o peito transbordando em flor

terça-feira, 30 de outubro de 2018

"AMOR AS MARGENS DO RIO"

As correntes das águas,
A emitir um majestoso som,
A água aquecida toco nos corpos,
No céu o sol brilha é verão,

As margens do rio, 
Nossos corpos semi-nus a se tocar,
Lábios entrelaçados se devoram, 
Um corpo nu escultural, ao sol a suar, 

As margens do rio, 
A natureza nuvens nosso cobertor,
Sobre a grama, 
Pássaros testemunham singelo ato de amor,

A solenidade do momento, 
Entregues aos cantos e encantos das mãos,
A liberdade junto ao rio,
Ao amor e a natureza que nos permitiu,

"POESIA A CASIMIRO DE ABREU"

Penetrei-me-ei  em sua historia 
Vestida em louros e gloria
Entre pensamentos e memoria
Em versos lhe farei em poesia 

Do poeta Casimiro de Abreu venho falar
Em rimas venho suas obras poetizar 
Poeta de indubitável valor 
Em poesias e versos se eternizou 

Ao longe vozes além do mar 
A canção do exílio e as primaveras 
O exílio a mente a lhe torturar
Longe as palmeiras, e os sábias a cantar

Do exílio uma voz a ecoar
Dos versos por seus oito anos 
Das saudades, em poesia a meditar
Ao longe o poeta em seu solitário pesar 

Saudades lhe queima o peito 
Lembranças vivas rondam a memoria
Na canção do exílio a vontade de voltar 
E amanhecer pássaros a cantar

Os olhos se alagar
Dos pássaros já não houve o canto 
Lembranças o leva ao pranto
No pensamento seu distante lar 

Nesta singela homenagem 
A lembrança de um ícone me comoveu 
A emoção me domina, me absolveu 
Nestas singelas palavras 

Ao jovem Casimiro de Abreu 
Com suas obras e sua arte 
A beira do rio São João 
O dom que a a vida lhe concebeu 

"UM POEMA JOVEM, ANTIGA SAUDADE"

Sentado ao pé da serra
Coberto pela luz do luar
A possou-me saudade voraz
Chega e me tira paz

Ah!!!doce luar 
Ilumine meu coração
Saudade aos poucos me consome
Aperta-me o coração

Vai lua, vá dizer pra ela 
Que venha, à luz na janela
Talvez quem sabe nem se percebeu
Que a luz da lua lhe rejuvenesceu 

Que a distancia 
Aos poucos vai me matar 
Sem ela 
A saudade não vai me deixar

Um poema jovem, antiga saudade
Uma lagrima se faz presente
Sentimento de dor
Como se matasse à uma flor

Vai saudade morar em outro lugar
Busque outro coração pra maltratar 
Ah!!!saudade covarde
Chega sorrateira, e me invade

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

"HOJE SÓ RESTOU SAUDADE"

De nossos lábios,
O beijo com o tempo secou,
Como ao mais cruel verão,
Só saudade restou,

Suportar esta saudade,
Presente nos jardins das lembranças,
Foram as mesmas que te fizeram chorar,
E os carinhos que não temos mais,

Ontem eu queria, você me ouvia,
A nossa lua até brilhava mais que o dia,
A cama marcada de suor,
Denunciava a nossa noite amor,

Ontem fomos tudo, uma vida,
Hoje somos passado, apenas saudade
Fomos simbolo de uma felicidade
Que hoje nos fere e incomoda,

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

"ESTAÇÃO DAS FLORES MORTAS"

Se foi a primavera 
Hoje as flores estão mortas
Secaram-se os vasos na varanda
O perfume no ar desapareceu

E neste inverno 
paraíso de flores mortas
O frio consome o belo  jardim 
Pobre e sentido padece o jasmim

Quando a primavera voltar
Na varanda florida vou estar 
Estarei com flores nas mãos a te esperar
Para vermos as flores regressar 

Elas irão lhe mostrar 
A distancia entre inverno e primavera
O vazio que há 
Tão difícil de entender suportar

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

"NO INTIMO DE SEU CORPO"

No seu corpo me completo 
Quantos foram os devaneios 
Por este seu mundo encantado 
E me encontro nos seus desencontros

Quando sou tragado por seus beijos
Ah!!! este seu corpo meu descanso 
Meus instintos te aguçam o prazer 
Seu corpo recanto do meu viver 

É no intimo de seu corpo 
Que me perco em seus carinhos
No seu corpo paraíso que fascina 
Leva-me por seus caminhos

"O CORPO É O TEMPLO QUE REVERENCIA O AMOR"

No ápice dos desejos e seu esplendor 
O corpo em reverencia ao amor
No divino impudor da voracidade 
O suor cobre o corpo dominado de ansiedade 

No limitar de toda sua candura 
Em um frêmito alucinado e vibrante 
Prometidas caricias 
Por seu corpo de olhos fechados a sussurrar 

Que no alarido silencioso de seus lábios
O corpo estremesse em delírio 
Cujo prazer aos gemidos à de se estender
Na rima suave dos versos a se embebecer 

O corpo é o templo que reverencia o amor
Sinos dos desejos aciona o despertador
Acendendo a fogueira 
Com incandescente fogo abrasador  

"PELOS CAMINHOS DO SEU CORPO"

Toda paz e descanso
Lua desenhada em seu corpo
Como risco mostrando caminho
Um corpo banhado em carinho

E nas curvas deste lindo labirinto
Um olhar que implora e fascina 
É o encontro das mãos 
Com a meiguice deste corpo

E por esta viajem inesperada 
O amor se deixa ser levado 
Por meio de tantos afagos e abraços
Sufocado peito em tantos amassos  

É a natureza 
Corpo paisagem que fascina 
Momentos criados a meio tanta beleza
O sorriso de mulher em rosto de menina

"JARDIM DA SOLIDÃO"

As lagrimas de um coração
Que os olhos margeia
Lá no céu chora a lua cheia
De tristeza sofre a desilusão 

O céu esta escuro
Em luto ao ver o inicio da dor
No jardim da solidão o fim do amor
Sentimento singelo tão puro 

Hoje quem olha pro céu
Estrelas como fere como espinho
Perdidos os versos escuro caminho
Por baixo de negro véu...

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

"POEMA DA DESPEDIDA"

Um peito solitário sangra
O sorriso se apagou
Os sonhos se perderam no vento
O coração em prantos ficou

Sangue corre nas veias
Espalha pelo corpo
Emocionado se confessa aos olhos
Escapam as lagrimas

São lagrimas de saudade 
Dos momentos que se foram 
Que com a despedida se perderam
E você esta tão distante 

Este caminho inexplicável
Que se atreve a nos deixar perder
A despedida faz a gente sofrer
A dor enluta nosso viver 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

"POEMA A CIDADE DA GAROA"

Ah!!!São Paulo
Terras dos rios e garoa
Suas belas matas 
A proteger seu imenso mar

Ah!!! terra de tantos e tantas garoas
Que molha sua terra sua gente 
Tuas riquezas e tuas lindas cascatas
Se perderam no progresso se perderam 

Este poema a cidade da garoa
Gigante destruindo a natureza 
Abrigas-me-ei em ti 
Cidade de saudosa beleza 

Tua beleza tornou-se saudade
Sua fauna e flora 
Do passado só restou lembranças 
Tuas matas agonizam aos pés do mar

Cessaram sua garoa, rios sem vidas  
Pelo tempo seus pássaros pereceram
Ah!!! São Paulo, em que lhe transformaram
Cidade da garoa, agonizante terra boa

"CIDADE PAUTADA EM VERSOS"

Pautados os versos
Que escrevo à terra da garoa
Cidade de rios e regatos 
A chuva cai fina intermitente 

Que outrora banhava suas matas
Tão bela com cachoeiras e cascatas
Cidade de todas as nações
Com suas riquezas e contradições 

Cidade da garoa de luxo e pobreza
Lagrimas que se escondem em sua beleza
Seus pássaros e seus rios 

Cidade da garoa 
Que hoje em versos eternizadas 
Nas rimas das palavras pautadas 
A magia do poema a esta terra boa

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

"DECLARAÇÃO DE AMOR A LUA"

Por trás do céu,
Tão bela quanto a flor 
Coberta com alvo véu
E seus sonhos de amor

Tão bela brilhante estrela
Desperta o sol para vê-la
Com seus olhos na cor da prata
Pela noite solitária à peregrinar 

Tão bela estas silenciosa lua 
Pondo-se prateada por toda rua
Um poeta apaixonado em ti a se inspirar
Sois tão bela por trás de tão belo azul

O romântico e apaixonado poeta 
Se declarando a luz do luar 
Sente a brisa do amanhecer a lhe tocar 
Tão pura como a essência da rosa 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

"OS CAMINHOS DO SERTÃO"

Ah!!!, meu Deus 
Tenha dó deste pobre cristão
Não se tem água secou a plantação
Falta de comer aqui no sertão

A chuva a muito se ausentou 
Senhor quanto sofrimento, judiação
Arde a terra pelos caminhos do sertão
Mergulhado na solidão o sertanejo chorou

Quanta tristeza dizimou-se toda beleza
Partiu o sabiá e toda sua realeza
Joelhos postos no chão 
Chora o nordestino a seca no sertão

Diga-me senhor
Porque tanto abandono e destruição
Por onde andas que não molha este chão
Olhe senhor por este seu povo sofredor 

"OS CAMINHOS DO SERTÃO"

Ah!!!, meu Deus 
Tenha dó deste pobre cristão
Não se tem água secou a plantação
Falta de comer aqui no sertão

A chuva a muito se ausentou 
Senhor quanto sofrimento, judiação
Arde a terra pelos caminhos do sertão
Mergulhado na solidão o sertanejo chorou

Quanta tristeza dizimou-se toda beleza
Partiu o sabiá e toda sua realeza
Joelhos postos no chão 
Chora o nordestino a seca no sertão

Diga-me senhor
Porque tanto abandono e destruição
Por onde andas que não molha este chão
Olhe senhor por este seu povo sofredor 

"O CAMPO E AS FLORES SILVESTRES"

Beijar-te-ei sol do amanhecer
Atraído por ti brisa do alvorecer
Pudesse eu te escutar
E por entre as folhas me aconchegar

Os campos de soltas flores 
Soltas luzes do dia e sua madeixas
Dos altos montes vistas ao horizontes 
Atraídos beija-flor por ti flores silvestres 

Luz infinita de sonhos e poesia
Meus sonhos, flores e todos esplendores
Ah!!!, fragrância dos campos os amores
Em ondas e harmonia campos em flores

Saudosas brisas tocando as flores
Como aos sonhos 
Dos campos em flores e poesias 
Aos bosques a fragrância e toda essência

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

"O SOL QUE EXISTE EM SEU OLHAR"

Uma vida, um encontro 
A arte que há em uma poesia
O olhar e toda sua magia 
Como dois lagos de águas verdes

Num doce olhar cores esperanças 
Seus olhos verdes como a  floresta
De meigas e singelas lembranças  
Da natureza que sua beleza empresta

Verdes águas vistas para o amor
Gotas por vezes a lhe escapar
Dois lagos admirando o azul do mar
Por amenas ondas como a embalar a flor

Em seus olhos duas torres verdejantes 
Como estrelas brilhando nas noites
Dois pontos perdidos nos horizontes 
Lindo arco-iris seus olhos lembranças distantes

O sol que existe em seu olhar
Numa calmaria de águas verdes a lhe tocar
Tão verdes e delicados como os bosques
Inconfundível cor da esperança a te enfeitar