domingo, 29 de outubro de 2017

"O SANFONEIRO" Poema 01/09/17


O sol desperta e adormece 
Em uma rotina sem fim 
Ardendo o semi arrido sertão
A chuva esta ausente 

Pés descalço,mãos calejadas
A pele queimada pelo sol
Lá vai o sertanejo 
Na esperança de ver a chuva 

Suas terras molhar

O sanfoneiro roga aos céus
Com sua sanfona 
Implora que venha chuva
Para banhar o seu chão

Ingrata natureza castiga o sertão
Chora sanfoneiro 
Em suas tarde lá no pé da serra
Chora o abandono de sua terra

Nestas terras plantastes o seu coração
O sol castiga o solo 
Matando animais e plantação 
Sofrido o sertanejo não deixa seu sertão

Toca o sanfoneiro sua triste canção
A esperança é que olhem para o seu sertão
Os rios e açudes já estão secos 
Lá do alto o sol castiga o seu chão


                 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

OS CAMINHOS QUE ME LEVAM AO SOL" Poesia 26-10-17


É de manhã
O sol brilha em novo alvorecer
O vento sopra sorridente e feliz
As pétalas saltitantes a flutuar

Dei-me suas mãos
Venha ver o sol a se levantar
Com seu brilhante dourado a nos iluminar
E o vento alegre nosso rosto a acariciar

Os caminhos que me levam ao sol
Passam por seus olhos
E me levam até seus doces lábios
Em ti encontrei tudo que sempre sonhei

Nos seus calorosos abraços
Estão os aconchegos que um dia imaginei
Os caminhos que me levam ao sol
Em seus carinhos encontrei

Todos os caminhos me levam ao sol
Sou como os raios aquecendo as manhãs
Manhãs perfumadas pelas flores
A luz que se declara aos olhos do amor


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

"A JANELA DAS LAGRIMAS" Poesia 17-10-17


Diante deste imenso mar azul
Observo amenas ondas 
Gentis e femininas a se balançar
Como a um coração apaixonado 

Que sou para contradizes ao destino
Conformo-me com o céu e as flores 
Primavera dias de perfumes e cores
E o sol vagarosamente a se levantar

A janela de lagrimas 
Voltada ao velho e azul mar 
O quarto que abriga o sono sem sonhos
Nas manhãs de primavera o sereno a gotejar

Imenso é céu com seu inigualável manto azul
Quantas estrelas se espalham por esta imensidão
O mar as ondas, e a primavera 
A janela de lagrimas e as lagrimas do velho mar


Os olhos e as lagrimas, a janela e as flores
A primavera e suas perfumadas cores
O vento se banha em fragrâncias florais 
Contaminando de amor o próprio ar


                    

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

"PARA FUGIR DA SAUDADE" Poesia 24-10-17



Saudade 
Para fugir da saudade
Vou me fingir de alegria 
E cantar pra lua me ouvir 

Ando perdido 
Subjugado pelo amor esquecido
Convivendo com a solidão
Que se apossou de meu coração

Na bifurcação do esquecimento 
Que oferecem ruas estreitas sem saída
Saudade que não se desfaz de minha vida
Assim é o mundo e o sofrimento 

Para que eu possa fugir da saudade
Como a uma flor ingenua solta ao vento 
Quero como sua haste no jardim lhe plantar
E lhe ver ao vento como pétalas tremular

Saudade que ao bem me quer   
Quero romper este meu silencio 
Para que de felicidade eu possa cantar

Saudade foste embora
Partiste como herança me deixas-te a solidão 
Para fugir da saudade
Vestida em sofrimento me deixas-te as lembranças

Rompendo meu silencio 
Hoje me desfaço do que a saudade me deixou
Como a uma nova primavera 
Como flor quero renascer e esquecer 


terça-feira, 24 de outubro de 2017

"SÓ RESTARAM OS VERSOS" Poesia 20-10-17




Quantos versos escritos
Ao por do sol, a luz da lua
Versos ditos ao entardecer
Impulsionados pelo amor

Todos os versos
Que lhe foram dedicados
As rosas, e os seus lábios púrpuros
Com sabor de mel

Os beijos nas noites enluaradas
Olhos semi-serrados seu corpo estremecido
As mãos à acariciar seu rosto
Quantos gestos ficaram no passado do ontem

Os versos e as lembranças
Sua imagem gravada no espelho
Foram só o que restaram
Gravados na memoria de um amor e a historia

Por trás dos campos raios do alvorecer
Versos que foram escritos para você
Os pássaros cantavam felizes
Nos versos que te eternizaram

Os versos que lhe foram ditos
Nos sublimes momentos de amor e prazer
Tão singelos os toques que incendiavam seu corpo
Hoje não existem mais...

"O CANTO DOS COLIBRIS" Poesia 16-10-17




Das rosas e das flores
Trago no corpo o perfume
Como que por magia
O canto dos colibris a flor contagia
O vento de primavera agita as folhas
Na mais harmônica e melódica voz
A natureza em sua estação perfumada
Da voz aos colibris
Que lá dos jardins
As pétalas harmoniosamente
Bailam ao vento soltas no ar
Ao som dos colibris a cantar
Das mais belas rosas
Uma suave fragrância a predominar
Nos contagia e nos leva a flutuar
Pelos jardins ao som de coloridos colibris