terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

"OS ANTIGOS CARNAVAIS"



Quantas saudades dos antigos carnavais 
Dos salões e os bailes lembranças me traz 
Foliões com suas máscaras pierrô e arlequim 
Das brincadeiras com confetes e serpentinas 

Pudesse eu reviver os abraços e beijos 
Os olhos brilhando atras das máscaras o desejo
Como era lindo pular ao som das marchinhas 
Quanto riso ah quanta alegria brincavam os palhaços no salão

Eu fui o pierrô no entre tantos que no salão te encontrou 
Pensei em ti o ano inteiro minha doce colombina 
Lembra-se quando seus lábios aos meus beijou 
O fim do baile levantas-te a máscara e os lábios me ofertou 

Morreria de saudades se não voltasse a encontrar você
Vamos de braços dados bailar pelo salão 
Novamente é carnaval deixe que te abrace
Quero ver seu rosto encoberto com a mascara a sorrir

São três dias de folia brincadeiras e alegria
Amor o brilho nos olhos o sorriso máscaras e fantasia
Quantas lembranças vem a mente dos antigos carnavais
Lembro-me saudoso dos bailes e dos foliões que não voltam mais

                       Poeta do Nordeste 
                         A Voz do Sertão

                          

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

"NA INTIMIDADE DE SEUS DESEJOS"


       

Este seu jeitinho meigo de ser
Seus olhos negros a brilhar 
Quanta alegria há em seu viver 
Você e este seu jeito apaixonado de amar

Este seu corpo pequeno delicado 
Aguardando novo despertar ao amor
Menina doce primavera mulher singela flor 
Este seu jeitinho de menina atrevida romântico 

Quando o vento seus negros cabelos tocar
Ao brilho do luar seu corpo se banhar 
Este seu olhar sereno seus lábios pequenos 
Entreabertos aos carinhos a aguardar e sonhar 

Na intimidade de seus desejos 
Ler em seus olhos a impulsividade do querer
Tocar seus lábios com as mãos doma-la em beijos
Para que no prazer te faça estremecer 

Na arte do amor e do prazer 
Essência perfumada da vida sua pele frangícia do amor 
Pequena pétala solta ao ar pelo universo da meiga flor
Lagrimas e alegria amor que contagia seu viver

Esta doce menina com teus encantos me fascina 
Tocar-te-ei com meus beijos incendiar-te-ei em desejo
Transformar-te-ei em lua cheia de amor e magia 
Você pequena pétala de tão bela flor rainha menina 

                          Poeta do Nordeste 
                           A Voz do Sertão

                               

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

"FRUTOS DO CIUMES" Soneto



Quais os louros que vais colher
Tal amante que em paixão se inflama
Ocultas sentimento a quem diz que ama
Infringindo a primavera impedindo o florescer     

O ódio por um ato débil e insano
Proibidos abraços e beijos os consternem 
Traços e desvios a postura que os sequem 
Amor e ternura oculta ou engano 

Em ardente frenesi ao corpo inflama 
Na pureza do sol ao amor benignos lumes
As esperanças que encanta e acalenta alma

Na clandestinidade louca dos amantes seus queixumes
Por um par de olhos, a flecha envenenada
Desvairada loucura colhidos frutos do ciumes  

                   Poeta do Nordeste
                    A Voz do Sertão

                         

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"LANÇA-SE AO DESCONHECIDO O HUMILDE SERTANEJO"




Adeus meus amores, adeus minha terra
Aqui a chuva não volta mais
A quanto já não chove, tempo faz?
É chegada a hora é preciso partir

Este pobre retirante 
Roupas velhas surradas sandálias as pés 
No ombro um saco e uma esteira pra dormir
O triste momento tristeza ao se despedir

Os filhos com lagrimas nos olhos 
O retirante abraçado a esposa a chorar
Ó meu Deus para que tanta ingratidão
Com esta honesto povo do sertão

Adeus minha terra é chegada a hora de partir
Mas como senhor da família me despedir
Ah senhor para que tento sofrimento 
Porque meu senhor tão longe irei buscar o sustento

E assim partiu o retirante 
Ao desconhecido se lançou na busca de trabalho
Que lhe possa permitir alimento aos seus enviar
Valente lá vai ele sem ao menos saber pra onde

Adeus minha terra,o retirante lagrimas as partiu
Abraçada aos filhos a esposa entristecida a lastimar 
Ânsia pela volta do marido que acaba de partir
A distância sem a poder ouvir 

Lá se foi mais humilde nordestino pobre retirante
A seca lhe castiga o chão, não brota um só grão
Ó senhor sem chuva até parece que nos abandonou
Sofrendo aqui estou do meu amor tão distante 

Mais um nordestino, sem saber pra onde partiu
A cruel falta de chuva assim o permitiu 
Meu Deus porque permitir seu filho em desespero partir
Senhor nos de a graça da chuva para o sertanejo voltar a sorrir

                          Poeta do Nordeste 
                            A Voz do Sertão

                                

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"O AMOR EM NOSSO CORPO ADORMECEU"



É o luar em seus olhos tão meus 
Teu sorriso, lábios sensuais 
A beleza de um só olhar a brilhar 
Irradia brilho a luz do sol

A ternura e a essência vinda de você
Em seu olhar está escrito linda historia de amor 
O calor de suas mãos a me tocar
Seus desejos mais íntimos em meu corpo vem se saciar 

Este seu sorriso seu amor a me conquistar 
As flores o vento o ar que respiras a me transmitir energia 
Minha alma em suas mãos os versos de paixão
A ternura descrita num olhar a volúpia dos beijos a me queimar

Dos teus lábios e teu sorriso 
A lua noite a fora a te banhar seus carinhos é o preciso
No leito o desenho de nossos corpos marcas do suor
Que pela noite nos aqueceu,toda minha, todo seu

A noite passou e você nem percebeu
Entrelaçada em meus braços, o amor nos amor adormeceu
A nudez de sua pele realça a luz do amanhecer 
Abre os olhos num sorriso, o amor a nós se ofereceu


                              Poeta do Nordeste
                               A Voz do Sertão

                                    

domingo, 19 de fevereiro de 2017

"O ENIGMA, DO INICIO AO FIM DE TUDO"



Passaram-se o tempo
Tudo ficou perdido tão distante
Em um mar de ondas indefinidas
Volveu-se profundo e obscuro abismo

O enigma do fim 
Do fim de tudo que foi ouvido
Os olhos fixo as costa imagem proibida
E tudo se perdeu, como flores no inverno

O diluvio, os pares a arca nas águas muitos se perderam
O enigma do inicio,ao fim de tudo,caminho ao precipício 
Sodoma e gomorra cidades em pecados perdidas
Em chamas consumidas e nada se aprendeu

Um novo homem nasceu 
Quantos ensinamentos nos trouxe um certo alguém
As mensagens ditas em parábulas sem se entender
Por nós se entregou a morte e aos céus sobreviveu 
   
Seu corpo por nós ofereceu, suas palavras ao vento se perdeu
Santo homem que a cruz se ofereceu
Viveu por trinta e três anos suas palavras ninguém entendeu
Não foram poucos os que em seu martírio aos céus ofendeu


                                    Poeta do Nordeste
                                     A Voz do Sertão

                                       

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"NORDESTE, O CANTO SOFRIDO DE SUA GENTE"



Ouço ao longe um canto sofrido 
Vem lá da caatinga quantas lagrimas 
É o nordeste e o canto de sua gente 
Com toda amargura se pões a cantar 

Ouça nordeste o canto sofrido de sua gente
Ausentou-se do sertão as chuvas 
Ó meu Deus mande-nos chuva nem que seja um cadinho
Mas deixe que venha devagar bem devagarinho 

A terra escaldante queima os pés descalços 
Canta o nordestino este seu canto de dor 
Seca esta a terra suplica por chuva humilde o plantador
Ó Deus alivia o sertanejo todos estes percalços  

Nos açudes e caatingas vidas já não existem 
O sol queima a pele do sertanejo 
Que vencido roga aos céus que volte a molhar seu chão
Para que da terra volte a ver brotar um novo grão


                      Poeta do Nordeste 
                       A Voz do Sertão

                           

sábado, 11 de fevereiro de 2017

"DURA REALIDADE"



Seca uma dura realidade
Fome, miséria e morte  
Triste vida sem esperanças 
Chuva e sol magoas recordações

Quantas lembranças trago na gibreira  
Andando pelos sertões 
Por quantas terras eu caminhei 
Só com lagrimas e lamentos deparei

Lagrimas de um povo sofrido
O chão arde como brasas de carvão
Em um mar de terra seca 
Poeira se levanta impulsionada ao vento

Inverno e verão atormentando pobres cristãos 
A muito partiu-se a alegria a vontade sorrir 
Vida de nordestino roteiro de sofrimento 
Partiu-se a esperança só saudades restou no coração

Por onde andei 
Só encontrei sofrimento e dor 
Numa terra seca não brota sequer um grão
Quanto tormento o sertanejo haverá de suportar  



                     Poeta do Nordeste
                       A Voz do Sertão

                           

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

"O ANIVERSÁRIO DO COMPADRE SAPO"

         "Poema infantil"


A lagoa esta movimentada 
Presente esta toda a bicharada
E convidados não para de chegar 
Para ao aniversário do sapo homenagear

O sapo não cabendo em si de tanta alegria 
Todos a beira da lagoa ouvindo uma linda melodia
O aniversariante sorrindo a todos vinha cumprimentar
O compadre urubu com seu violão pós se cantar

Os convidados a beira da linda lagoa
Se cumprimentavam e conversavam alegremente
A felicidade do sapo os estava a contagiar 
Toda bicharada da floresta ali para o sapo prestigiar

O compadre urubu um bom tenor não parava de versar 
Pois até a comadre hiena veio lhe abraçar 
Todos estavam felizes com a grandeza da festa 
Que não tinha hora para terminar   

O sapo em um dado momento se pós a falar 
Agradecia a todos por ali estar 
Até que o macaco muito atrevido das suas foi aprontar
Repentinamente pulou na água vindo a todos molhar  

                           Poeta do Nordeste 
                             A Voz do Sertão
                                
                           
                       

                                 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

"UM POEMA EM TEU OLHAR"




A luz do sol, o mar a sorrir
Um poema nos olhos teus 
Gotas de orvalho a fecundar a rosa
Quem nos versos a te chamar

Em seus lábios busquei amor
Meu céu, eu me vi em seu olhar
Ah vivi um sonho
Seus braços era meu paraíso 

Um poema em teu olhar 
Eu me perdi no brilho dos olhos teus
Fostes meu céu minha luz e meu luar 
Encontrei num sorriso os encantos seus

Neste poema, ah este seu olhar 
Brilhando como estrelas nas noites de luar
Ah amor, meu céu esta em seu olhar
Este olhar a brilhar imponente a me chamar

Nos teus olhos tão longe fui me encontrar 
Tão meigos e límpidos como as águas a me molhar
Em ti vivi meu céu e meu martírio perdido a te chamar
Teus olhos descrevendo poesia e paz nas noites de luar


                        Poeta do Nordeste 
                         A Voz do Sertão

                           

sábado, 4 de fevereiro de 2017

"ARVORES TRÊMULAS"




Natureza vasta matas aos céus 
Dormes ao berço das estrelas 
Guardiã da lua do sol e do universo
Arvores trêmulas ditas em versos

Agiganta-se natureza de imutável beleza
Recorda-te que em límpida águas 
Os céus de nuvens em candura 
Iluminava-lhe um meigo e prateado luar

Perversamente tão maligno e insensível ser  
Um corte louco e cego tal mente lhe submeteu 
Arvores abaladas e trêmulas mortas por insanidade
A lua ou o sol suas claridades nada poderão lhe socorrer 

Condenam-lhes os homens a morte 
Pobre natureza indefesa exposta a própria sorte
Eis o sepulcral e enlouquecido machado golpes a desferir
Arvores trêmulas imoveis incapazes de resistir 

Arvores trêmulas sangrando vem ao chão  
Silenciosas vitimas de um crime sem perdão
Foram-se as vidas, os pássaros, e os doces regatos
Raivosa a natureza transtornada em sua ira o mundo apavora


                            Poeta do Nordeste
                              A Voz do Sertão

                                 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

"O QUE PODE SE APAGAR DO CORPO FICA ETERNIZADO NA MEMORIA"




Quem sabe amar
O que se mantem vivo
A chama abrasadora da paixão
Os impulsos do coração

O secreto se faz silencio 
Ao cerrar os olhos e adormecer
Escuta-se o sussurrar baixinho 
Das estrelas pela noite a se mover

Tenha sempre na memoria 
Os momentos que juntos passamos
Que em segredo nos amamos 
Por quantas noites a nudez foi nossas vestes

Foram seguidas noites a nos devorar 
Estamos tão longe as noites se foram 
Nosso encanto se nuvens se desfez
Só nos resta como lembranças o céu

Quem sabe amar
Quando o corpo desejo implora
Saciado o coração sorri e chora
O que pode se apagar do corpo fica na memoria   


                      Poeta do Nordeste 
                       A Voz do Sertão

                           

"NÃO DÊS, ENCANTO MEU,LAMENTAÇÕES AO VENTO"


                          "Soneto"


Não dês, encanto meu, não dês Armia,
Ternas lamentações ao surdo vento;
Se amorosa impaciência é um tormento
Com ledas esperanças se alivia,

A rigorosa mãe, que te vigia,
Em vão nos prende o lúcido momento
E em que solto, adejando o pensamento,
Sobe ao cume da glória, e da alegria,

As fadigas de amor não valem tanto
Como a doce, a furtiva recompensa
Que outorga, inda que tarde, aos ais, e ao pranto.

Amantes estorvar, que astúcia pensa?
Tem asas o desejo, a noite um manto
Obstáculos não há, que Amor não vença.

(Homenagem ao grande e injustiçado poeta Bocage)

                Poeta do Nordeste
                  A Voz do Sertão
                      03-02-2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

"NÃO SE VÁ...AINDA"



Já é noite 
Não se vá...ainda
Deixe que eu te ame
Não quero ficar só

Olhe pra lua veja esta bela
Raios prateados banham seu corpo
Meu fogo se une ao seu nossas chamas 
Nos aquece enlouquece 

Já é noite amor 
Não se vá...ainda meiga flor
Este seu fogo a me queimar 
O desejo a nos enlaçar 

A madrugada a nos esperar 
Esta paixão louca que nos corroí
A noite aproxima o que o dia destrói 
Este vai e volta a nos despedaçar 

O sol não tarda a chegar 
Nosso luar em breve ira se esconder
Doze horas de suplicio 
Até um novo anoitecer me trouxer você


                Poeta do Nordeste
                 A Voz do Sertão

                    

"UMA SIMPLES PALHOÇA LÁ NA ROÇA"





Ouço a voz do rouxinol
Inicia-se um novo dia 
Novamente vem o brilho do sol
Surgindo o alvorecer em poesia

Lá da simples palhoça na roça
Ouço os pássaros a despertar 
Entoam lindas sinfonia 
Como a saudar o despertar do dia

O orvalho das flores a gotejar 
Da janela avista-se um brando regato 
Silencioso pelas pedras a deslizar 
Tão cristalino ver-se ao fundo como ao ar

Simples e aconchegante a solitária palhoça perdida na roça 
As brancas nuvens ao horizonte a decorar 
Pela manhã lá no quintal houve-se das aves o cacarejar 
O som lá na laranjeira é a majestade que põem-se a cantar

Uma simples palhoça cravada lá na roça 
A quem a chame de tapera ou velha palhoça 
O matuto lá da janela perde-se num só olhar
A simples vida da roça faz o caipira aliviado respirar 


                     Poeta do Nordeste 
                      A Voz do Sertão