terça-feira, 31 de janeiro de 2017

"SEM SONHOS A NOITE É VAZIA"




É noite, a lua esta vazia
Madrugada se aproxima silenciosa fria
Sem sonhos a noite não tem vida 
As estrelas vagam parecem perdidas 

Sem sonhos a noite é vazia 
Como a uma mariposa sem o brilho da luz
É noite a lua encontra-se entristecida 
O sonhos que se ocultam estão de partida 

Livres são os pássaros 
Que se encantam com a luz do luar
Adormecem nos braços da natureza 
Felizes não privam-se de sonhar

O lençol acolhe um corpo inquieto 
O facho de luz da fresta se escondeu 
Na fria madrugada até o sonho adormeceu 
Entristecendo os versos de uma noite sem cor 



               Poeta do Nordeste
                  A Voz do Sertão
                      

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"CHAMAS INCANDESCENTES"





Amar é queimar-se 
Nas chamas incandescentes da paixão
É suspirar, transbordar o coração
Amar é liberdade dos desejos realização

Caricias se completam a luz nobre do luar
A liberdade dos sentimentos 
Paixão lava de vulcão insanamente a nos envolver
Encontro de corpos que as chamas vem percorrer

Amar é se entregar sem pensar não a explicação 
É sorrir ao sol de um novo amanhecer 
Amar é sensibilidade além da razão
Amar é arder em prazer nas chamas da paixão

Amar é sentir o palpitar forte do coração
É chama incandescente a correr nas veias 
Amar é viajar ao universo é colher estrelas com as mãos
Amar é debruçar-se ao prateado enlouquecido luar

Amar...amar...o que é amor
Sentir o calor do corpo arder em chamas
Amar é sentir o sangue quente a percorrer as veias
Amar se perder a cada encontro dos lábios e se tocar


                       Poeta do Nordeste
                        A Voz do Sertão
                            

sábado, 28 de janeiro de 2017

"ABRIGA-ME SENHOR"





Abriga-me em seus braços senhor
Faça de mim instrumento de sua lei
Em tuas mãos quero me ancorar 
Ah senhor a ti estou pronto para servir 

Teus pés feridos, teus braços aberto em cruz
Acolha senhor este humilde pecador
O sangue cobre seu rosto a suportar enorme dor
Uma coroa de espinhos a te ferir

Além das nuvens sua imagem onipresente 
Seu poder, seu manto o céu em comunhão
Alça-me senhor a morada das estrelas 
Livra-me da dor e da frustração

Ah meu Deus misericordioso toma-me aos seus braços
Aos seus ensinamentos quero me entregar
Seu abrigo minha fortaleza meu porto seguro
Amparado em sobre suas mãos quero caminhar



                            Poeta do Nordeste 
                                 A Voz Sertão

                                   

"ESSÊNCIA FATAL"




Evapora-te vazia vida insana 
Esta vida desgarrada, materialidade fatal
Essência vã insana mortal 
Cegos a peregrinar por vales obscuros 

Míseros sentimentos pelos becos a sonhar
Entregues pelas sombras a caminhar 
Arrastam-se por entre odores e pecados
Escravizam-se a mente na penumbra a definhar

Segmentos soberbos por vaidade a ensoberbecer-se
A existência torna-se inócua entregue a vagar na solidão
Almas sedentas perdidas em desvario e perversão 
São centelhas dos desenganos que não perduram 

Alimentam-se do mal e suas origens 
Acendem-se na noite a luz fatal e suas vertigens
Em sua essência fatal tal nobreza qual merecimento
Por transloucado e obscuro movimento qual intento?
                       Poeta do Nordeste 

                        A Voz do Sertão

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

"MENSAGEIRO"





Bem vindo seja os versos 
Versos entoados com alegria
Ritmados em belas poesias 
Meigas estrofes em carinhosa magia

Bem vindo mensageiro 
Por entre seus incansáveis dedos 
Sobre o papel um lápis a deslizar 
Desliza falando de amor, da lua e da flor

Que sejas bem vindo 
Incansável mensageiro da poesia 
Desponta no céu uma nova aurora 
O sol começa a surgir pleno sorrindo

A fresca brisa de uma linda manhã
Pelas selvosas encostas de tão belo mar
O mensageiro poético 
Alimenta-se da natureza das flores e do luar 

Quem de vós se lembrou 
Ao ouvir-te a falar dos campos e das matas 
Das montanhas e das serras 
Ou das vidas que habita por estas terras 

Bem vindo mensageiro 
Em sua viagem deslumbrante falando ao luar
Impõem-se ao universo imaginário das palavras
Para em seu solitário êxtase os versos formar    

O mensageiro poético 
Na magia dos versos e das palavras põem-se a falar 
Com indescritível intensidade suas auguras ao luar 
Na mágica dos versos um nobre e peculiar sonhador  


                           Poeta do Nordeste 
                            A Voz do Sertão

                                

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

"AS CORDAS DE UM VIOLINO"




Falar do amor 
Da mulher do mar o luar
Ouvir o violino e aos sinos 
Uma musica a primavera e o mar

Com as cordas e as flores das praças 
A natureza com sua singela riqueza
Ao som do violino sinfonia de rara beleza
Tão nobre é sua magia, que ao vento se contagia 

O tocar das ondas que aos céus se assemelha 
A saudade da espuma dos pés tocando areia 
O inconfundível e majestoso canto da jovem sereia   
Saudades queima o peito, as cordas e as cantilenas 

As rosas e suas pétalas unem-se as cordas do violino 
Complexa e mágica união fantasia encantada harmonia 
Nobre violino quatro cordas em harmoniosa melodia 
Rosas no jardim, primavera beija-flor a essência novo dia  

Uma rosa, um novo sol ao alvorecer
Toda beleza e harmonia a natureza e a poesia 
 A etimologia serena na descrição mor e a junção das palavras
Dignificando a natureza e as cordas de um afinado violino 


                                Poeta do Nordeste 
                                  A Voz do Sertão

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

"BEIJA-FLOR"




Pode ser que venha-se a escutar
O canto como ao vento a se espalhar 
Como rastilho de pólvora por todo o universo 
Tão sublime apreço a se expressar em verso

E que tinha eu por certo
Encantar-te com buque de pequena flor
O atrevido apaixonado a donzela se apresentou
Como sendo dos pássaros o beija-flor

Lavar-te-ei pequena flor 
A passear pelo mais nobre jardim 
Tão perfumado quanto as flores do jasmim
Oferta-te as mãos ao encantado beija-flor

Logo porém volta-se o rosto 
Aos céus tão bela esta a noite com seu luar
Não fujas desgarrada e pequenina flor 
Não haverás de se perder o ensejo ao bem do beija-flor


                           Poeta do Nordeste
                              A Voz do Sertão

                                  

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

"SAUDADES E LAGRIMAS CONTINUAS"





Os dias passavam 
Saudades e lagrimas continuas
Noites de suspiros e soluços
Sonhos em falsas alegrias se enganam

Os dias que passam lentamente 
Noites silenciosas de interminável solidão
Quizas ditosa esperança a de se alcançar
Ao menos em um leito ao se adormecer

Sombras ansiosas de esperanças
Desaventurados e negros campos das paixões
Os desacordados olhos aos céus dos corações
Os desamores e aos infortúnios dos falsos amores

Atormentava-se em sonhos de felicidade 
Tamanha sua inquietação e lagrimas 
Lagrimas que definiam as palavras do coração
Retumbante lagrimas ocultas dentro do peito

As sombras ansiosas de esperanças 
Lagrimas a se esvair dos meigos olhos 
Numa inexplicável e súbita alegria noturna
Eis que tal sonho venha realidade se tornar 


                   Poeta do Nordeste 
                    A Voz do Sertão

                       

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

"BRI-LHA, GI-RAS-"SOL", CE-LES-TE"




Quando o sol em sua magnitude
No horizonte novamente despontar 
Com seus raios cintilantes 
Para mais um novo dia iluminar 

Vem chegando um outro amanhecer 
Desperte ó linda flor venha pro jardim vem viver
São as rosas em suas gotas de orvalho 
Perfumando o novo alvorecer 

Quero carinhosamente lhe acordar 
Entre beijos e afagos ao raiar do dia lhe amar
Bri-lha, gi-ras-"sol", conceda-me seu perfume 
E me deixe ao seu lado bri-lhar

Bri-lha, gi-ras-"sol", ce-les-te
Estrela maior no universo 
Um minuto por ti é só o que te peço
Quero lhe falar de amor num verso 

Vista-se entre plumas e paetês 
Qual a um jardim entre a essência da flor
Mostre-se a mim com todo seu esplendor 
A de emanar-me com seu brilho e seu fulgor   


             Poeta do Nordeste 
              A Voz do Sertão

                  

sábado, 21 de janeiro de 2017

"QUEM!!!"




O ar, o sopro
O tempo, e o vento 
As areias as ondas 
O sol e o luar o azul do mar

A noite e a essência 
Transcendem a existência
Do oceano a vida 
Em nós, na estrela perdida 

Quem!!!, somos 
Que não duvidas, meros segredos
Segredos da vida 
Sem data, sem chegada ou partida 

Quem!!!, somos 
Na impossibilidade de sonhar
A felicidade de um mero olhar
Com suas vestes na cor do luar  

Quem!!!, somos 
Sodoma e Gomorra destruída 
Desejos interrompidos, perdidos 
E nada mudou...


             Poeta do Nordeste 
               A Voz do Sertão

                   

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

"CACHOEIRA"




Cachoeira da pedra lisa
Natureza encantada que deslumbra e fascina 
Como a uma jovem donzela a sonhar
Com seu príncipe encantado a beira mar 

Cachoeira berço de água natural
Perdida na mata atlântica bela celestial
Regato cristalino descendo a colina
Suavemente rompendo as barreiras da campina

Cachoeira da pedra lisa
Tua beleza vem aos olhos deslumbrar
Com seus encantos e magia
Com as arvores e flores a te decorar 

Cachoeira da pedra lisa
Imponente suas águas por rocha a deslizar
Silenciosamente cachoeira deitada a luz do luar
Esplendido é este paraíso o seu habitar  

Como a um pomar banhado em estrelas 
Deslizas suavemente suas águas pela relva
A natureza ouve o murmurar de tuas águas 
Banhadas pelos raios do sol

Oh...Cachoeira confidenciar-te-ei
Aos ouvidos o estampido das águas cortando pedras 
Num encontro incansável noite e dia 
Melodicamente aos olhares contigo a se encantar

                      Poeta do Nordeste
                        A Voz do Sertão
                            

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

"BRINCANDO COM AS PALAVRAS"




Ontem a noite
Uma nova dança
O bailar compassado
De rosto colado 
Ritmo que não cansa
O salão a meia luz
Aos seus olhos reluz
Quem sabes eu teria 
Com você a alegria 
Lá do horizonte 
Viver o nascer de outro dia
Este seu belo sorriso 
É de ti mulher que preciso
Nada te imita 
Mulher faceira ardente 
Nos fios de cabelo 
Este corpo quente
Ardendo em desejos te vi
Nem mesmo sequer 
Olha-me e negue 
Teus lábios meu delírio
Éis que tens a cor da neve 
Ou um jardim de lindo lírio
Soltos teus lindos cabelos
Ao vento soltos 
Arredios revoltos 
Quem me dera 
Dissesse a mim o que sintas 
Não me negue, não mintas
Rosas soltas 
Pétalas soltavam 
ao tempo voavam 
infantilmente brincavam 
Ao vento se deitavam 
Nos olhos
Meigos escuros
Volvias tremias 
Sorrias em alegrias
Quem dera ou pudera
Por amores 
Que louco
Não me negues 
Seus cantos 
Nem a seus prantos
A dança das palavras
Em que pensavas
Inerte prostrada 
Aflita turbada  
Distante 
Ausente estavas
Por onde andavas 
Por tais universos 
Perdida em meus versos


   Poeta do Nordeste
    A Voz do Sertão

        18-01-2017

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

"DISTANCIA PERCORRIDA UMA VIDA"





Toda esta distancia percorrida 
Quantos anos ficaram no passado 
Ah juventude inocência perdida 
Nesta cruel senzala de nome vida

Somos hoje sombras do passado 
Cabelos brancos vaidade deixada de lado
Como não se lembrar da infância que lá deixei 
Corpo arcado marcas dos anos pelos quais passei 

O espelho de um passado distante 
Mãos calejadas pés descalços 
Somos da dor retrato silencioso 
Quantas palavras através de um olhar

Oh vida de vozes mal ouvidas desguarnecidas  
As rugas contadas neste velho e sofrido rosto
Ah cansada memoria arquivo de longa vida
Eis-me aqui vida o que resta deste imenso amar

Toda esta distancia percorrida
Rosas em lagrimas gotas de sereno 
Quantas auroras tantos dias novos amanhecer
Atravessados por uma vida visão de um sofrer  

Toda esta distancia percorrida sombras de uma vida
Quantas cicatrizes ocultas profundas feridas
Por tudo que se passou somente a tristeza e o desprezo restou 
Ó vida madrasta até parece que sem aviso já me abandonou 



                         Poeta do Nordeste 
                          A Voz do Sertão
                              16-01-2017

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"CHUVA DE AMOR"




Sinto saudades da chuva 
Chuva de amor e do sol a brilhar
Mas a chuva sempre volta 
Só você e seu amor não voltou

Meus olhos estão em lagrimas 
Como em chuva de amor
Aperta-me o peito esta saudade de ti
Ó chuva traga de volta o amor e seu calor

Chuva que banha o sol com suas gotas de amor
Ah vida desprendida que ao amor seduz
Que aja sol e chuva dias de calor e luz
A esta saudade volte chuva com todo seu ardor

Meu corpo esta aos prantos 
Em tuas gotas silenciosas não me encontro
A esta chuva de amor que baila e gira no horizonte
Na esperança que a saudade com você venha lhe saciar 
                            Poeta do Nordeste 
                             A Voz do Sertão

                                 16-01-2017

sábado, 14 de janeiro de 2017

"O BULHAR DOS MEUS SONHOS"


Suspiras coração adormecido 
Eu o vejo em sonhos de verde esmeralda 
Divino és tu ser que me lava a sonhar 
Céu de infinito azul, encanta-me com sua magia

De minha fantasias és a virgem mais bela 
Minhas noites meus sonhos a te procurar
Dos meus sonhos tu és o fruto mais real
Suspiras coração ao se ver a sonhar

Noite feita em sonhos, meus lábios a te acariciar
A gloria de meus sonhos és tu bendito ser 
Surge seu rosto a sorrir com seu perfume e amor
Que os raios do luar ressurgisse em ti com todo ardor

Ah pudica virgem dos meus sonhos, desnudo coração
Este impulsivo e adormecido vulcão em ti a se acalentar 
Quizas meus lábios viessem sua insaciável sede saciar 
Sinto-a no bulhar dos sonhos expostos por paixão
Dos meus sonhos és a mais louca fantasia 
Pudesse em meus sonhos teu perfume aspirar 
Afogar-me na luz de nova aurora 
Para que na realidade de seus lábios fosse me encontrar 




                          Poeta do Nordeste 
                           A Voz do Sertão

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

"O SOL & A LUA"





Beleza universal que brilha no infinito
Chamas deslumbrantes espalham-se ao ar
Ah lua de noite aparente 
Reflexos do rei sol a te acompanhar 

O sol e a lua juntos a caminhar
Os versos e a magia a lhes poetizar  
Sol e lua pelo universo astros da noite e do dia 
O sol e a lua vem do horizonte em poesia emergir

O sol e a lua de apaixonado olhar
Providencial eclipse que surge para os unificar 
O amor entre o sol e a lua de tão bela luminosidade
Em êxtase tão raro encontro aos olhos contemplar

Quando a lua por amor, apaixonada cobrir ao sol
O universo em plena escuridão estes momentos ocultara 
Intimas caricias em abundâncias de amor
Sol e lua se desejam a cada instante como a essência e sua flor

O sol e a lua dois eternos apaixonados 
Em opostos horizontes um desperta pra outro adormecer
Ó sol, de meiga lua quantos segredos e magias 
Estendem-se os poetas em inspiradas poesias


                    Poeta do Nordeste 
                     A Voz do Sertão

                        

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"FILHOS DA SECA, UM LUGAR CHAMADO SERTÃO"


Natureza vencida, desfalecida
Imponente o sertanejo
Observa a seca queimar seu chão
Sertão sofrido sua terra transformada em pó

Ó sertão querido até parece castigo
Desventurada sua triste sina 
Ah esta eterna crueldade que se abate sobre ti
Pobre sertão aos céus parece não existir

Terras mortas exauridas cansadas de sofrer
Generalizada seca domina o sertão
Cena desoladora tormento constante 
Filhos da seca choram sem perder a esperança  

Chora o sertanejo de olhos voltados aos céus 
Natureza pela cruel seca vencida
Um povo forte suportando a mais cruel adversidade
Impiedosa seca domina o sertão como que por maldade

Triste estado de impar abandono 
Choram pais e filhos padecendo ao desamparo
O sertão tão pobre, heroicamente a cruel seca resiste
Lagrimas no rosto do sertanejo desesperado aos céus implora

Porque meu Deus 
Tão sofrida vida do sertão é esta sina
Desenganada e desfalecida entristecida esperança
O pobre sertanejo de olhos ao céu se põem a chorar

Terras mortas matas sem flor
O sol escaldante castiga o sertão
Choram os filhos da seca em uma mesa sem pão
É impiedoso o destino da primavera sem cor

Implora por um fim a tanto padecer
Rogam os filhos da seca pelo fim deste interminável sofrer  
Imploram ao céu que a estas terras mortas possa chover 
Para que a verde natureza um dia venha a prevalecer 

                              Poeta do Nordeste 
                                A Voz do Sertão

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

"OS OLHOS DA PAIXÃO"




Qual sera a cor 
Dos olhos da paixão 
Negros castanhos 
Ou vermelhos como as rosas

A paixão rejuvenesce 
Traz mais brilho ao olhar
Faz o coração mais forte pulsar
É a paixão a nos impulsionar 

Que cor tem o fogo da paixão
Que adentra a alma fulminando o coração
Paixão fogueira incandescente 
Dominando a mente subjugando a razão 

Paixão que rejuvenesce e nos domina
Que alegra ou entristece 
Em fúria desenfreada faz o sangue ferver
Domina os sonhos da menina ao adormecer



                 Poeta do Nordeste
                   A Voz do Sertão