domingo, 24 de março de 2019

"VOCÊ E TÃO SOMENTE MEU AMOR"

O mundo que a nós pertence
Tu és assim
Amor felicidade sem fim
Bastou-nos apenas um momento

As caricias que em ti começa 
Feche os olhos a excitação a lhe dominar
Esta noite lentamente o amor
Começamos um ao outro a nos amar

É como se você trouxesse o novo sol
Por este estranho jogo do destino sou eu
Um estranho amor repentino nasceu 
Alegria voltou por se apaixonar

O amor 
Como novos tempos para nós 
Nós começamos a nos amar um ao outro
Nossos olhos primavera em flor

E seremos os mestres 
Seu perfume suas caricias 
Quero em prazer te reinventar 
Em seus braços dormir e acordar  

Apaixone-se, então apaixone-se
Esta noite nossos corpos a se procurar
Perdidos em beijos e caricias 
Como à um de nós, e um novo nós 

"O DOCE SABOR DA CRIAÇÃO"

O corpo estremecido chacoalhava 
Sobre a cama de prazer se contorcia 
O brilho dos olhos quanta magia
Das caricias continuas que te excitava 

O seu doce aroma, em prazer suponho
Perdido olhar nas delicias de um sonho
Seu corpo feliz ao vento se expor 
A ermo, nua desfalecida devaneando no amor

Por entre suas pernas a permissão 
De seu amor duradoura fecundação 
Caricias e loucura emergem de seu corpo
Ansiando o membro aflito da criação

"NA TERRA DO AMOR, POR TE AMAR"

Escravo deste louco amor
Noites de orgias sexo pecado
desejos te completa lado a lado
Corpos nus, lençol revirado 

Expressão de prazer sussurros indefinidos
Seu corpo, o silencio movimento lento
Sobre a pele feroz instrumento 
Satisfação volumosa sopro ao ouvido  

Harmonia de grandioso ser
Movimentos e ruídos da carne o umedecer 
As mãos da poesias doce excitação 
Unificado encontro da carne a persuasão 

Abraços e corpos entrelaçados 
O estremecer da carne seu mórbido olhar
Um poema que baila por seus lábios a penetração
Silenciosos poros por seu intimo a palpitação
                        

"OUTONO, ESTAÇÃO DAS FOLHAS DOURADAS"

Com o olhar perdido no horizonte
Olhos fixo silenciosos a observar
O despertar de um novo dia 
Para o outono que esta pra chegar

Com o novo dia o sol surge a brilhar
Como a um diamante se faz anunciar 
Vagarosamente o alvorecer vem despertar
Igual a gotas de orvalho que as flores vem alimentar

Folhas secas espalham-se pelo chão
É o novo dia anunciando a nova estação
Chegou o outono folhas mortas bailam no ar
A procura de um cantinho para se aconchegar 

É outono crianças por entre as folhas a brincar
O dourado das folhas ao vento se espalhar 
Outono estação de uma só cor 
Cada folha que vem ao chão representa uma flor

O outono é mesmo assim 
Estação de folhas secas a bailar no ar
Levadas pelo vento para vagarosamente ao chão tocar
O repousar das folhas aos pés da arvore onde é seu lar

Outono, estação das folhas douradas
O dourado predomina a natureza
Quanto glamour, digna de toda beleza
Vejo as árvores a trocar sua roupagem 

"ESTE SEU DEBOCHADO JEITO DE AMAR"

Desisti de me deixar
Em ti sonhos do meu existir
Este seu jeito 
Quase debochado imperfeito

De querer fazer 
Somente seus desejos prevalecer 
Meus momentos nada valem pra você
Desisti de sonhar seus sonhos 

Que roubavam-me a alegria 
Suas idas e vindas tuas ausências 
Desisti de suas atitudes decifrar
Carinhos, seus gestos desisti da saudade 

Os beijos com sabor de seu corpo
Misturado a tanto prazer 
Desisti de amar somente por amar
Loucura não é amar,é não ignorar você

Este seu debochado jeito de amar
Uma poesia para não mais se lembrar
Seu corpo por um momento de prazer 
Como a toda esta loucura entender

"EU E VOCÊ NOSSA INTIMIDADE"

Escalar-te-ei amor
teus lábios entre abertos 
Sua boca em minha boca
Nós dois, esta vontade louca

O breve lume entre seus seios 
Seus peitos, o ventre as nádegas 
As mãos a precorres sua cintura
Todo tesão quanta loucura 

Os olhos serrados corpos enlaçados 
O suor por nossos poros 
O furor de sua umedecida boca
A satisfação de nossos desejos errantes

Indescritível momento a penetração
Assim a satisfação o ir e vir 
Versos escritos com a força do prazer
Descrita nossa intimidade eu e você

"O TOQUE DE SUAS MÃOS"

O amor que há em nós
Ansiamos por um novo amanhecer
Os grãos do sereno 
A tocar seu corpo pequeno

Todo amor que há no coração
O toque de suas mãos
E me imaginei cordas de seu violão
Melodia de sua canção

Pequena poesia rabiscada 
Sua boca em minha boca colada 
O toque de suas mãos
E o corpo estremecendo de paixão

"MEU AMOR, MINHA VIDA"

Me perco na imensidão de seus carinhos
Aguardando por seu sorriso 
Meu amor, minha vida
E nosso amor é assim universo sem fim

Esta luz que só seu olhar tem 
Me hipnotiza de seu olhar me faz refém 
Uma forma única de se amar
O amor que ultrapassa os limites do além 

Antes que me perca em seu espaço
Ah! se você soubesse 
Seu amor como gotas de realidade
Vencendo distancias superando saudade

Dizer-te-ei versos cheios de amor
Meu amor, minha vida 
Amo-te minha querida e nunca te beijei
Neste beijo que a você meu amor dediquei

"HÁ MUITO TEMPO, O AMANHÃ A TE ESPERAR"

Se você soubesse o quanto te quero
Quanto amor em mim por seu ser
A sua descoberta o renascer 
Você musa, meus sonhos de viver

És a doçura dos meus momentos 
Há muito tempo, o amanhã a te esperar
Juntos as manhãs 
E você a imensidão do meu infinito

Suas mãos a distancia a me tocar 
Sem barreiras como as águas no mar
Somos dois em um só pensamento
Manhãs de ausência caricias soltas ao vento

Como imaginar manhã vazia
O passado, a vida sem sentido sem poesia
Sem você não haverá alegria 
Marcas do destino condenado a melancolia 
                                    

"OUTRO ALGUÉM, FEITO ALGUÉM AMOR E CANÇÃO"

Doces canções românticas 
Tocadas ao som dos corações
As canções que cantávamos ao luar
Trocando meigos olhares 

E você debruçava-se na canção
Somos juntos alguém, musicas e amor 
A muito tempo uma certa manhã
Luz do sol, seus olhos pétalas de flor

Perolas negras enchem as noites
As tardes vazias, as musicas letras o tom
Duas vozes juntas a cantar 
Um dueto ao amor 

Os beijos, lábios que se movem a se tocar
Louca entrega ao infinito se perpetuar 
Você, como não te amar
Em algum lugar irei te encontrar 

"EU TENHO UM SENTIMENTO"

No intimo da noite a luz do luar
Quando ela faz amor comigo
Há! se ela soubesse o quanto a amo
Passaríamos a vida a nos amar

O amor cresce dia a pós dia 
Nos domina invade e nos fortalece
Lindo como versos de uma poesia
Sentimento que nos aquece 

Eu tenho um forte pressentimento 
Que tudo um dia dará certo 
A felicidade não tardará a nos encontrar
O amor e o sol a nos contemplar

"OS OLHOS QUE ME VÊEM"

A dona do mais belo olhar
A cor dos olhos os cabelos a contrastar
O céu em seu rosto à brilhar
E seus profundos olhos de forte penetrar

Ela é a dona do mais lindo olhar
Quanta beleza, não tem como explicar 
Seus olhos a magia de se encantar 
O dia ensolarado o belo a te simplificar 

Os olhos que me vêem
Contrastes, belos pontos azuis à seduzir 
A dona do mais belo olhar
Enigmas azuis do seu incomparável existir

"OS OLHOS AZUIS E OS VERSOS DO POETA"

Estas duas perolas azuis,
Lá do alto do seu rosto a brilhar,
A distancia, o acaso nos fez encontrar,
A iniciação deste versos a se declarar,

Estes seus olhos azuis,
Toda meiguice do olhar a ternura 
Por um momento seu sorriso 
Deusa dos ventos os versos há te eternizar

Seus olhos azuis e os versos do poeta
O poeta, a poesia de seus olhos a pureza
Duas perolas azuis 
Em sua simplicidade desabrocha toda beleza

A distancia, o destino que nos uniu
O azul de olhos, partículas a se espalhar
Por um minuto me pego
Por sua beleza fui me encantar

A menina azul do seu lindo olhar
Inspirado o poeta à compor
A poesia que a ti se derrama em amor
Essências do seu corpo, sua fragrância no ar  

"O CANTO DOS ESCRAVOS"

As lagrimas da senzala
No tempo da escravidão
Quanto sofrimento 
Agonia sangue banhando o chão

Corpo molhado o nevoeiro 
Sonhados morros altaneiros
O brilho do sol a liberdade 
Desponta tão sonhada no horizonte

Pés firme morro acima 
Rompe o negro com determinação
A purpura da bruma em ventania 
A liberdade que em sonhos se enguia

Dos escravos e nos tempos dos escravos
As palmeiras almejada liberdade
O suplicio das malditas chibatas 
E as chibatas vieram ao chão 

O canto dos escravos 
Campos de alvos algodoeiros 
Brancos como as nuvens 
Desfaz-se dos olhos negros nevoeiros 

O vento que sopra esperança 
Um corpo rasgando a escuridão
O rugir das folhas rumo a libertação
A aurora da sonhada redenção

"O PARAÍSO, SEU CORPO MEU CÉU"

As vezes, ah! as mulheres
Nos lábios a doçura do amor
O cantar dos pássaros 
O néctar da mais bela flor

As melhores escolhas 
O corpo coberto em folhas 
Simplesmente o ser mulher
E eu por ti haja o que houver

E você mulher
Os teus encantos a me seduzir 
Assim e tão somente as vezes
Se você ao menos  o colibri 

As vezes, e tão somente 
Por seu corpo amor simplesmente
De suas entranhas a cobertura doce mel
O paraíso seu corpo meu céu

"A FLOR E OS ENCANTOS DA TERRA"

Por onde andam 
Os pássaros que já não os vejo
Sobre as arvores a cantar
Colorindo a verde natureza

Por onde andam os poetas 
Que retirados em suas alcovas 
Dobram-se em folhas de papel 
É primavera 

Poetas pelas flores inspirados 
Tal como amantes por amor embriagados
Trocando juras de amor 
Levantam-se vozes transcendendo-se a flor 

Que vem sussurrando versos e trovas 
Sem amor nada faz sentido, nada tem valor
Os encantos da terra essência nobre da flor
Em todos os sentidos 

Os sinos do amor vem repicar
Todos os cantos ao amor vão se unificar
Em uma só voz a poesia 
Se fez em flor sonhos e magia 

"É SAUDADES QUE FALA POR SI"

Vagava em meus devaneios e pensando 
A meu lado te imaginei tão longe sonhei
É domingo solidão apossa-se de nós
É saudades, eu e você  estamos sós 

Lá na parede o relógio bate sem parar
O tempo passa sua imagem a me rondar
A força da saudade vem me torturar 
Te sinto em mim, distante a me imaginar 

Por onde andas até parece que não vai chegar

É saudades!!!
Perdido em pensamento te imaginei
Seu perfume ainda esta no sofá 
Sozinho pela saudade flutuei 

"UM AMOR VERDADEIRO"

Eu quero um amor
Mas quero um amor por inteiro
Quero você com toda voracidade
Seu corpo e toda intensidade 

Eu quero um amor, amor de verdade
O amor dos inquietos, intenso completo
Não quero viver amor pela metade
Que importa se à você não expressar o que sinto

Eu quero um amor 
Mas um amor que seja verdadeiro
Que não seja partido em metades
Tem que ser amor por inteiro 

"RUA DAS ILUSÕES PERDIDAS"

Nas esquina dos corações
As ilusões perdidas
Amores ao alcance da mão 
Desaparecem por entre nuvens

As ilusões vividas 
Em sonhos 
Que a gente vê partir 
Antes mesmo de se realizar

A rua das ilusões perdidas
Solitárias caminhadas 
Noites de toda uma vida dividida
E a lua sem brilho entristecida 

"DIVIDINDO O MESMO CÉU

Fez se noite foi se o sol
Estrelas voltam a brilhar
Noite enluarada plena de amor
Os mistérios de sua imensidão

Idas e vindas, o sol e a lua 
Dividindo o mesmo céu
Amores que não se cruzam 
Perdidos no universo destes versos

Envolvidos em intensa atração
Caminhas por dias a fio 
Rompendo barreiras vencendo desafios
Oculta na noite e sua escuridão

A imensidão dos olhos noite enluarada 
A sintonia das palavras a inspiração
Insaciável desejo incontrolável atração  
Mistérios dominam ao universo da paixão

O mesmo céu, a mesma noite, o mesmo dia
O mesmo céu as cores e suas sintonias 
Somos filhos das palavras as poesias 
Caminhamos solitários céu da noite em boemia 

"QUERO VOCÊ SEMPRE ASSIM"

Quero você assim
Com este seu jeitinho 
O amor as caricias o carinho
Eu te quero

Com esta combinação 
Amor, prazer fogo e tesão
Esta loucura a combustão
Toda nossa intensidade, paixão

Você, ah!!! você meu ar
Que adentra silenciosa aos pulmões 
Levando-me ao ápice  
Nossos corpos desvairadas sensações

 Contenta-nos toda nossa ansiedade
Soma-se a mente a criatividade
O corpo coberto aumenta a curiosidade
O prazer do sexo e sua intensidade 

Impossível é te resistir
Todas as noites nossas repetições
Nos toma uma insana vontade
Demasiadas roupas o corpo a lhe cobrir

"COMPARTILHANDO SEGREDOS"

Hoje acordei pensando em você!!!
Procurei suas marcas 
Na cama e não encontrei
Noite infindável contigo sonhei

Revirando minha memoria 
Lá no fundo os anais de minha historia
O lentamente o tempo  passa arrastado
Para que eu me demore a seu lado

A noite inteira 
Lembrando de seu rosto seu sorriso
Já nem sei se tô misturando 
E me perco em sonhos no meu sono

Quantas coisas comuns entre nós
Compartilhando segredos
Virtudes, coragens e os medos
Quanto tempo juntos lado à lado

quinta-feira, 14 de março de 2019

"AS LAGRIMAS DO SERTÃO"

O sertão arde em chamas,
Soltas as labaredas da destruição 
Fogo da insanidade 
Devorando nosso querido chão

A destruição se espalha como peste
Esvaem-se todo verde do agreste
Insano poder dos endinheirados 
Destruir a flora do nosso cerado

Labaredas e cobrir do chão 
Eliminando fauna e flora do sertão
Agoniza rico solo por abandono descaso
E tu onde estas refinada conscientização 

As lagrimas solitárias do sertão
Abafadas, sem voz que se façam ouvir
O mundo é um deserto irreversível
Que a ganância desmedida antecipara o fim

                       Poeta do Nordeste