Por entre a paz e o renascer
Do silencioso brilho o alvorecer
O rascunho d´minh`alma a descrever
Flores perfumadas banham o amanhecer
Suave e lentamente vem a madrugada
Cheia de mistérios e caricias a nos envolver
Espreguiças exaustas no céu as estrelas
Suavemente o sol prestes a despertar
Abrem-se as portas do outono
Vestida de folhas mortas e arvores tortas
Douradas são as matas e seus cabelos
Nobres fios como as arvores e suas raízes
O rascunho d' minh' alma a descrever o tempo
Longínquo e perfumado mar de flores
Venha minh' alma com tua essência banhar
Deste novo alvorecer gotejando orvalho
No dia que vem nascer deixe-me sonhar...
Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão
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