Onde, ou por onde caminhar
Ao cárcere de almas solitárias
Encarcerado privaram-lhe liberdade
Ceifaram-lhe a honra a verdade
Aos que temem a verdade
O cárcere de longo anos de sofrimento
Preteridas foram as leis por leviandade
Mas aos homens direitos e defesa por dignidade
Aos lábios, cálices em brindes de veneno
Erguidos ao vento por transpor insuportável dor
Soma-se o desterro e a expulsão da ética e da razão
Simples por humildade aos tormentos e saudades
O abatimento da alma por cárcere se privar
Quem assim quiser por injustas calunias o cálice bebericar
Bárbaros, tolos, abatidos em tormentos
A presenta-se a uns bela mãe, a outros se faz madrastas a julgar
Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão
13-12-2016
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