sábado, 17 de dezembro de 2016

"POETA DO ANONIMATO"




Um poeta 
Desconhecido perdido na rua
Na mão um resto de lápis 
Em seu colo um pedaço de papel 

Um poeta solitário
Em uma esquina qualquer 
No anonimato sem chamar atenção
Um poeta enclausurado em sua solidão

O movimento das avenidas um poeta sem lar
Desgarrado da família vendo o tempo passar
Ocultas em sua memoria lapsos de sua historia 
Lagrimas em seu perdido olhar

Um poeta desconhecido
Relegado, acolhido nas esquinas do destino
Falta-lhe estudo, pouca cultura sol a pino
As margens da vida destroços entre versos e poesia



                       Poeta do Nordeste
                        A Voz do Sertão
                             16-12-2016 

Um comentário:

  1. Querido amigo, visitei seu blog, viajei nas palavras que nele encontrei e fiquei imensamente encantada, então quero lhe parabenizar pela iniciativa, pelo novo recomeço, pois isso é a vida, sempre um resurgir das cinzas com uma simplicidade ímpar. Beijos nesse lindo coração. Boa tarde!

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