Passeando pelas ruas da cidade
Tão vazia carente de alegria
Quantos olhares fixos ao nada
Pobre cidade das adversidades
Ó cidade embrião da desigualdade
Com tristeza por suas ruas caminhei
Pensativo ao entorno olhei
Cidade desprovida de solidariedade
Tão grande tu és
O choque de realidade, crueldade
Quanta fome em suas praças e esquinas
Quanta riqueza, quanto revés
Um pobre menino catador de lixo
Volteado por tantos bichos
Com fome pobre e indefeso menino
De cocoras consumia restos da sociedade
Gente que passa sem o notar
Ontem eu senti vergonha de mim
E o pobre menino sem me olhar
Lagrimas nos olhos soluçava sem parar
Pobre menino o ponto escuro desta cidade
Uma vitima do sistema em sua pouca idade
Condenado não terá oportunidade
O cadafalso e carrasco denominado sociedade
Como à um dragão e toda sua voracidade
O indefeso menino luta pela sobrevivência
Sobrevive contra toda adversidade
Dia à dia com bravura superando dificuldade
Sem destino vaga o menino
Alheio a toda existência ao seu redor
Olhar fixo no horizonte
Um cão acaricia-lhe as pequeninas mãos
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