quarta-feira, 21 de novembro de 2018

"O CANTO DE DESIGUALDADE"

Quem viu e não ouviu
O canto de dor 
A se espalhar pelo Brasil
De um povo humilde sofredor

No rosto as lagrimas 
De uma raça clamando igualdade
Nas rodas e capeiras
O um solitário canto por liberdade  

Um lamento triste pelo cerado ecoou
Pela quebra das correntes 
Somando-se aos inconfidentes
Lá da senzala ouvia-se gemidos de dor

Na luta por igualdade
Nasce o quilombo dos palmares
A resistência de Zumbi 
Ao longe se faz ouvir 

Da senzala ecoa ensurdecedor
Lamentos de um povo trabalhador
Agonia, soluços e temor
Quanta tristeza futuro desanimador

Mil oitocentos e oitenta e oito 
Quanto tempo já se passou, nada mudou
A cor da pele o futuro traçou 
Por um dia que a hipocrisia determinou

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