O canto de dor
A se espalhar pelo Brasil
De um povo humilde sofredor
No rosto as lagrimas
De uma raça clamando igualdade
Nas rodas e capeiras
O um solitário canto por liberdade
Um lamento triste pelo cerado ecoou
Pela quebra das correntes
Somando-se aos inconfidentes
Lá da senzala ouvia-se gemidos de dor
Na luta por igualdade
Nasce o quilombo dos palmares
A resistência de Zumbi
Ao longe se faz ouvir
Da senzala ecoa ensurdecedor
Lamentos de um povo trabalhador
Agonia, soluços e temor
Quanta tristeza futuro desanimador
Mil oitocentos e oitenta e oito
Quanto tempo já se passou, nada mudou
A cor da pele o futuro traçou
Por um dia que a hipocrisia determinou
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