quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"FILHOS DA SECA, UM LUGAR CHAMADO SERTÃO"


Natureza vencida, desfalecida
Imponente o sertanejo
Observa a seca queimar seu chão
Sertão sofrido sua terra transformada em pó

Ó sertão querido até parece castigo
Desventurada sua triste sina 
Ah esta eterna crueldade que se abate sobre ti
Pobre sertão aos céus parece não existir

Terras mortas exauridas cansadas de sofrer
Generalizada seca domina o sertão
Cena desoladora tormento constante 
Filhos da seca choram sem perder a esperança  

Chora o sertanejo de olhos voltados aos céus 
Natureza pela cruel seca vencida
Um povo forte suportando a mais cruel adversidade
Impiedosa seca domina o sertão como que por maldade

Triste estado de impar abandono 
Choram pais e filhos padecendo ao desamparo
O sertão tão pobre, heroicamente a cruel seca resiste
Lagrimas no rosto do sertanejo desesperado aos céus implora

Porque meu Deus 
Tão sofrida vida do sertão é esta sina
Desenganada e desfalecida entristecida esperança
O pobre sertanejo de olhos ao céu se põem a chorar

Terras mortas matas sem flor
O sol escaldante castiga o sertão
Choram os filhos da seca em uma mesa sem pão
É impiedoso o destino da primavera sem cor

Implora por um fim a tanto padecer
Rogam os filhos da seca pelo fim deste interminável sofrer  
Imploram ao céu que a estas terras mortas possa chover 
Para que a verde natureza um dia venha a prevalecer 

                              Poeta do Nordeste 
                                A Voz do Sertão

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