Natureza vencida, desfalecida
Imponente o sertanejo
Observa a seca queimar seu chão
Sertão sofrido sua terra transformada em pó
Ó sertão querido até parece castigo
Desventurada sua triste sina
Ah esta eterna crueldade que se abate sobre ti
Pobre sertão aos céus parece não existir
Terras mortas exauridas cansadas de sofrer
Generalizada seca domina o sertão
Cena desoladora tormento constante
Filhos da seca choram sem perder a esperança
Chora o sertanejo de olhos voltados aos céus
Natureza pela cruel seca vencida
Um povo forte suportando a mais cruel adversidade
Impiedosa seca domina o sertão como que por maldade
Triste estado de impar abandono
Choram pais e filhos padecendo ao desamparo
O sertão tão pobre, heroicamente a cruel seca resiste
Lagrimas no rosto do sertanejo desesperado aos céus implora
Tão sofrida vida do sertão é esta sina
Desenganada e desfalecida entristecida esperança
O pobre sertanejo de olhos ao céu se põem a chorar
Terras mortas matas sem flor
O sol escaldante castiga o sertão
Choram os filhos da seca em uma mesa sem pão
É impiedoso o destino da primavera sem cor
Implora por um fim a tanto padecer
Rogam os filhos da seca pelo fim deste interminável sofrer
Imploram ao céu que a estas terras mortas possa chover
Para que a verde natureza um dia venha a prevalecer
Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão
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