Ontem a noite
Uma nova dança
O bailar compassado
De rosto colado
Ritmo que não cansa
O salão a meia luz
Aos seus olhos reluz
Quem sabes eu teria
Com você a alegria
Lá do horizonte
Viver o nascer de outro dia
Este seu belo sorriso
É de ti mulher que preciso
Nada te imita
Mulher faceira ardente
Nos fios de cabelo
Este corpo quente
Ardendo em desejos te vi
Nem mesmo sequer
Olha-me e negue
Teus lábios meu delírio
Éis que tens a cor da neve
Ou um jardim de lindo lírio
Soltos teus lindos cabelos
Ao vento soltos
Arredios revoltos
Quem me dera
Dissesse a mim o que sintas
Não me negue, não mintas
Rosas soltas
Pétalas soltavam
ao tempo voavam
infantilmente brincavam
Ao vento se deitavam
Nos olhos
Meigos escuros
Volvias tremias
Sorrias em alegrias
Quem dera ou pudera
Por amores
Que louco
Não me negues
Seus cantos
Nem a seus prantos
A dança das palavras
Em que pensavas
Inerte prostrada
Aflita turbada
Distante
Ausente estavas
Por onde andavas
Por tais universos
Perdida em meus versos
Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão
18-01-2017
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