Toda esta distancia percorrida
Quantos anos ficaram no passado
Ah juventude inocência perdida
Nesta cruel senzala de nome vida
Somos hoje sombras do passado
Cabelos brancos vaidade deixada de lado
Como não se lembrar da infância que lá deixei
Corpo arcado marcas dos anos pelos quais passei
O espelho de um passado distante
Mãos calejadas pés descalços
Somos da dor retrato silencioso
Quantas palavras através de um olhar
Oh vida de vozes mal ouvidas desguarnecidas
As rugas contadas neste velho e sofrido rosto
Ah cansada memoria arquivo de longa vida
Eis-me aqui vida o que resta deste imenso amar
Toda esta distancia percorrida
Rosas em lagrimas gotas de sereno
Quantas auroras tantos dias novos amanhecer
Atravessados por uma vida visão de um sofrer
Toda esta distancia percorrida sombras de uma vida
Quantas cicatrizes ocultas profundas feridas
Por tudo que se passou somente a tristeza e o desprezo restou
Ó vida madrasta até parece que sem aviso já me abandonou
Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão
16-01-2017
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