sábado, 28 de janeiro de 2017

"ESSÊNCIA FATAL"




Evapora-te vazia vida insana 
Esta vida desgarrada, materialidade fatal
Essência vã insana mortal 
Cegos a peregrinar por vales obscuros 

Míseros sentimentos pelos becos a sonhar
Entregues pelas sombras a caminhar 
Arrastam-se por entre odores e pecados
Escravizam-se a mente na penumbra a definhar

Segmentos soberbos por vaidade a ensoberbecer-se
A existência torna-se inócua entregue a vagar na solidão
Almas sedentas perdidas em desvario e perversão 
São centelhas dos desenganos que não perduram 

Alimentam-se do mal e suas origens 
Acendem-se na noite a luz fatal e suas vertigens
Em sua essência fatal tal nobreza qual merecimento
Por transloucado e obscuro movimento qual intento?
                       Poeta do Nordeste 

                        A Voz do Sertão

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