Lá vai o trem por estradas perdidas
O maquinista anuncia a chegada
Pelos trilhos da vida
A locomotiva segue a caminhada
O maquinista toca o apito
De sua cabine vê o tempo passar
Por repetitivos caminhos
O maquinista ascende o sinal de alerta
A locomotiva já não é a mesma
Corroída pelo tempo está a falhar
Toda beleza já não há
Silenciosamente
Quase que imperceptível
A locomotiva vai se enfraquecendo
Até a parada final
Eis que todos os trilhos
Corroídos perdem a resistência
Já não são mais os mesmos
A locomotiva perdeu o brilho
O apito da cabine silenciou
A melodia da cabine cessou
A locomotiva aos poucos enfraqueceu
A estação sobre as nuvens se perdeu
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