quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

"A LOCOMOTIVA" Poesia

Lá vai o trem por estradas perdidas
O maquinista anuncia a chegada
Pelos trilhos da vida 
A locomotiva segue a caminhada

O maquinista toca o apito 
De sua cabine vê o tempo passar
Por repetitivos caminhos 

O maquinista ascende o sinal de alerta
A locomotiva já não é a mesma
Corroída pelo tempo está a falhar
Toda beleza já não há

Silenciosamente 
Quase que imperceptível 
A locomotiva vai se enfraquecendo
Até a parada final

Eis que todos os trilhos
Corroídos perdem a resistência 
Já não são mais os mesmos 
A locomotiva perdeu o brilho

O apito da cabine silenciou
A melodia da cabine cessou   
A locomotiva aos poucos enfraqueceu
A estação sobre as nuvens se perdeu

Nenhum comentário:

Postar um comentário