domingo, 29 de outubro de 2017

"O SANFONEIRO" Poema 01/09/17


O sol desperta e adormece 
Em uma rotina sem fim 
Ardendo o semi arrido sertão
A chuva esta ausente 

Pés descalço,mãos calejadas
A pele queimada pelo sol
Lá vai o sertanejo 
Na esperança de ver a chuva 

Suas terras molhar

O sanfoneiro roga aos céus
Com sua sanfona 
Implora que venha chuva
Para banhar o seu chão

Ingrata natureza castiga o sertão
Chora sanfoneiro 
Em suas tarde lá no pé da serra
Chora o abandono de sua terra

Nestas terras plantastes o seu coração
O sol castiga o solo 
Matando animais e plantação 
Sofrido o sertanejo não deixa seu sertão

Toca o sanfoneiro sua triste canção
A esperança é que olhem para o seu sertão
Os rios e açudes já estão secos 
Lá do alto o sol castiga o seu chão


                 

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