sábado, 13 de maio de 2017

"O NEGRO" Poema


Navios negreiros cortam ondas
Por mares bravios a navegar
Entre o céu e mares negros a se escravizar
Um povo sob o signo da opressão

Seres humanos, a terra deixada pra traz 
O presente de povo a escravidão
Os sonhos de um futuro de liberdade 
Passado guardado nas lembranças 

O negro tão distante entristecido 
Vive cheio de esperanças 
O sono abordado no fundo do porão
Relegados a escravos um povo por traição 

Dos campos as senzalas, a terra o algodão
O tronco, a casa grande a escravidão
Chorava o negro implorando por sua libertação
Humilhado sangra o negro,preso ao grilhão

O negro canta a liberdade 
Cheio de esperança almejando a igualdade
Se vivo fosse Zumbi, também iria chorar 
O preconceito por nossas cidades a proliferar  

Depois de cento e vinte e nove anos de libertação
O negro das correntes se libertou
Um povo em seu dia a dia humilhado 
Ainda vive a covarde e silenciosa discriminação 


                    Poeta do Nordeste 
                     A Voz do Sertão
                      

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