Navios negreiros cortam ondas
Por mares bravios a navegar
Entre o céu e mares negros a se escravizar
Um povo sob o signo da opressão
Seres humanos, a terra deixada pra traz
O presente de povo a escravidão
Os sonhos de um futuro de liberdade
Passado guardado nas lembranças
O negro tão distante entristecido
Vive cheio de esperanças
O sono abordado no fundo do porão
Relegados a escravos um povo por traição
Dos campos as senzalas, a terra o algodão
O tronco, a casa grande a escravidão
Chorava o negro implorando por sua libertação
Humilhado sangra o negro,preso ao grilhão
O negro canta a liberdade
Cheio de esperança almejando a igualdade
Se vivo fosse Zumbi, também iria chorar
O preconceito por nossas cidades a proliferar
Depois de cento e vinte e nove anos de libertação
O negro das correntes se libertou
Um povo em seu dia a dia humilhado
Ainda vive a covarde e silenciosa discriminação
Poeta do Nordeste
A Voz do Sertão
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