domingo, 24 de março de 2019

"O CANTO DOS ESCRAVOS"

As lagrimas da senzala
No tempo da escravidão
Quanto sofrimento 
Agonia sangue banhando o chão

Corpo molhado o nevoeiro 
Sonhados morros altaneiros
O brilho do sol a liberdade 
Desponta tão sonhada no horizonte

Pés firme morro acima 
Rompe o negro com determinação
A purpura da bruma em ventania 
A liberdade que em sonhos se enguia

Dos escravos e nos tempos dos escravos
As palmeiras almejada liberdade
O suplicio das malditas chibatas 
E as chibatas vieram ao chão 

O canto dos escravos 
Campos de alvos algodoeiros 
Brancos como as nuvens 
Desfaz-se dos olhos negros nevoeiros 

O vento que sopra esperança 
Um corpo rasgando a escuridão
O rugir das folhas rumo a libertação
A aurora da sonhada redenção

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